
Ribeira Grande, 06 Fev (Inforpress) – Utentes do Hospital Regional João Morais, em Ribeira Grande, Santo Antão, manifestaram-se hoje revoltados com a morosidade nas marcações de consultas e exames, além da “escassez” de vagas disponíveis.
Segundo relatos de várias pessoas que contactaram a Inforpress, o sistema de agendamento está a causar “grandes dificuldades”, especialmente para os habitantes do interior.
“Tenho que me levantar às 05:00 para conseguir um número e, mesmo morando na Povoação, só consigo marcar a consulta às 09:00. Imagina como é impossível para uma pessoa do interior chegar a tempo de encontrar uma vaga, visto que os carros só chegam à cidade por volta das 08:00”, contou um dos utentes, que prefere manter o anonimato.
Além das dificuldades para marcar consultas, há também queixas relacionadas com a falta de vagas.
Segundo outra fonte, quando não conseguem um lugar, os utentes são informados de que podem realizar consultas complementares, mas com um custo de 2.000 escudos.
“Pago os meus impostos para usufruir de um bom sistema de saúde e, quando preciso, sou obrigado a pagar 2.000 escudos porque não há vagas para consultas. Isto não faz sentido”, desabafou.
As queixas não se limitam às consultas, pois, segundo as mesmas fontes, o processo de marcação de exames clínicos também é descrito como “igual ou pior” que o das consultas. Muitos utentes afirmam que têm de esperar meses para realizar exames essenciais para diagnóstico e tratamento.
“Durante a pandemia, os serviços estavam melhor organizados. Mas agora parece que estamos a retroceder. Apelo à direção do hospital para que se organize melhor, para que todos possam aceder a cuidados de saúde de qualidade de forma justa e eficiente”, pediu.
Contactado pela Inforpress, o diretor do Hospital Regional João Morais, Nilton Sousa, afirmou que irá apurar melhor a situação e que, posteriormente, prestará informações sobre as reclamações dos utentes.
LFS/AA
Inforpress/Fim
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