Santo Antão/Ambiente: Associação defende conservação da biodiversidade para garantir bem-estar das comunidades

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Santo Antão/Ambiente: Associação defende conservação da biodiversidade para garantir bem-estar das comunidades
05/06/26 - 02:00 pm

Porto Novo, 05 Jun (Inforpress) – A organização não-governamental Terrimar – Ambiente e Desenvolvimento Sustentável defendeu hoje a necessidade de se conservar a biodiversidade na ilha de Santo Antão para garantir o bem-estar das comunidades.

A propósito do Dia Mundial do Ambiente, que se comemora hoje, a Terrimar avançou que em Santo Antão a conservação da biodiversidade, das plantas endémicas, dos ecossistemas costeiros e marinhos e dos recursos naturais é "essencial para garantir o bem-estar das comunidades e  sustentabilidade das gerações futuras".

“Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a Terrimar reforça o seu compromisso com a proteção da natureza através da educação ambiental, conservação da biodiversidade e envolvimento das comunidades locais”, informou esta associação, com sede em Santo Antão.

A Terrimar, com 15 anos de existência, tem incidido o seu trabalho na preservação das tartarugas marinhas, de aves e de plantas endémicas, bem como na promoção do pastoreio sustentável e na protecção das áreas protegidas.

Durante os seus 15 anos, a Terrimar procedeu à plantação de 3.425 plantas endémicas em toda a ilha de Santo Antão, tendo realizado a limpeza de 49 quilómetros de praia, recolhendo mais de 1.500 quilogramas de resíduos.

A nível de conservação das tartarugas marinhas, graças à acção da Terrimar, reduziu-se para 90 por cento (%) a apanha desta espécie em vias de extinção em Santo Antão, envolvendo nesta actividade mais de uma centena de voluntários e 17 biólogos.

Nestes anos, quase 15 mil ninhos de tartarugas foram identificados e cerca de 14 mil tartaruguinhas foram colocadas ao mar.

Quanto à educação ambiental, a Terrimar promoveu acções em 73 escolas em Santo Antão, que abarcaram 4.244 alunos e mais de 300 professores, tendo realizado ainda actividades em 40 comunidades.

Neste momento, além dos projectos na fase de implementação ligados à conservação de plantas endémicas, conservação das tartarugas marinhas e das aves, a Terrimar está a trabalhar ainda na promoção do pastoreio sustentável no Planalto Norte e na governança das áreas protegidas, com a criação de comités comunitários. 

JM/AA

Inforpress/Fim 

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