
Assomada, 09 Jan (Inforpress) – O vice-presidente do Siscap, Francisco Furtado, denunciou hoje, na cidade de Assomada, o não pagamento de horas extras a um funcionário do Ministério da Educação que já se encontra acumulado há mais de ano.
A posição do sindicalista foi manifestada à imprensa, realçando que esta denúncia pública está a ser feita após a entrega de cartas dirigidas ao director-geral do Planeamento, Orçamento e Gestão do Ministério da Educação (DGPOG) tanto por parte do funcionário, Pedro Semedo, que é guarda nocturno no Liceu Olegário Tavares, Calheta de São Miguel, como do próprio Sindicato da Indústria, Serviço, Comércio, Agricultura e Pesca (Siscap) reivindicando o pagamento das horas extras, acumuladas durante 12 meses.
Diante deste cenário, Francisco Furtado avançou que caso não for resolvida esta situação, que, segundo o mesmo, tem causado alguns constrangimentos ao funcionário e à família, o próximo passo será uma manifestação com apoio de amigos e familiares, assim como recorrer ao poder judicial.
O sindicalista acusa a entidade patronal de “falta de diálogo” trabalhista face à "total ausência" de resposta requerida em relação às cartas entregues a 24 de Setembro de 2024 e a 09 de Dezembro do mesmo ano citado.
Para finalizar, Francisco Furtado diz entender que “essa prática viola claramente os direitos adquiridos pelo trabalhador, nos termos do código laboral e da própria Constituição cabo-verdiana, nos artigos 62º e 63º”.
O trabalhador que também esteve presente, informou que trabalha no referido local desde 2009, das 18:00 às 06:30, realçando que são dois funcionários e quando um se encontra de folga o outro trabalha 24 horas, reforçando que trabalham nos finais de semana e feriados.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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