Santiago Norte: Pescadores de São Miguel enfrentam dificuldades e pedem devolução de botes

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Santiago Norte: Pescadores de São Miguel enfrentam dificuldades e pedem devolução de botes
25/09/25 - 05:15 pm

São Miguel, 25 Set (Inforpress) – Os pescadores do Porto de Calheta, em São Miguel, pediram hoje a devolução dos botes que foram levados pela câmara municipal para fibragem, alertando para a situação difícil que atravessam há mais de sete meses.

Em declarações à Inforpress, o porta-voz dos pescadores do Porto de Calheta, António Rocha, conhecido por Toninho, afirmou que as embarcações foram levadas há cerca de sete meses pela Câmara Municipal para o porto de Manguinho, no mesmo município, para colocação de fibras, e até agora não foram devolvidas.

A falta de botes está a limitar a actividade pesqueira na comunidade, com muitos pescadores impossibilitados de saírem ao mar, e os poucos que ainda têm embarcações enfrentam problemas com motores em mau estado, o que dificulta viagens mais longas e a captura de peixe em quantidade suficiente.

Outra dificuldade também relatada é a ausência de máquinas de gelo que obriga os pescadores a deslocarem-se ao Tarrafal para comprar, e isso aumenta os custos da actividade e reduz a rentabilidade diária.

A comercialização do peixe, conforme avançaram, também está comprometida, com volume capturado diminuindo, menos peixeiras no mercado e os consumidores reclamam dos preços, o que agrava ainda mais a situação económica das famílias que dependem da pesca.

Neste sentido, os pescadores apelam à câmara municipal e às autoridades centrais para a devolução dos botes e apoio para adquirir motores, reforçando que a pesca continua a ser a principal fonte de rendimento da comunidade e que medidas rápidas são necessárias para garantir a sustentabilidade da actividade.

De ressaltar que no passado mês de Janeiro, o ministro do Mar tinha reunido com a comunidade piscatória deste município e além de anunciar a construção do porto, informou que estavam a ser criadas condições para a fibragem de 31 botes.

O ministro falou também aos pescadores sobre a possibilidade de motorizar os botes dentro de um programa em que 50 por cento (%) é gratuito e o outro 50% é pago após seis meses da aquisição do motor.

DV/MC//ZS

Inforpress/Fim

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