
Assomada, 24 Fev (Inforpress) – As coordenadoras das Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) de Santa Catarina e São Miguel, no interior de Santiago, reuniram-se hoje para desenharem projectos que respondam às demandas das crianças com NEE nesses municípios.
Em declarações à Inforpress, Ana Eloisa Moreno, coordenadora da EMAEI de Santa Catarina explicou que, no presente ano lectivo, o Ministério da Educação adoptou como lema “resiliência e confiança para uma educação de qualidade”, perspectivando uma educação inclusiva e dando igualdade e oportunidade a todos, inclusive, às crianças com necessidades educativas especiais (NEE).
Neste sentido, reforçou que as EMAEI têm um papel “crucial” no sentido de dar respostas a crianças com NEE e ao constatar que a maioria dos casos dos alunos sinalizados têm dificuldades na aprendizagem, estas duas coordenações decidiram se unir para trabalhar afincadamente em projectos que capacitem os professores e delineiem respostas às necessidades dos alunos.
Segundo esta responsável, vão trabalhar em projectos que vão ser submetidos à avaliação da Direcção Nacional da Educação, que visa formar professores e promover o aprofundamento teórico e metodológico acerca da problemática das dificuldades de aprendizagem no contexto educacional.
Eloisa Moreno informou que, inicialmente, pretendem beneficiar cerca de 40 professores, sendo 20 de cada concelho, com a intenção de alargar a outros interessados.
Na ocasião, avançou que estas coordenações sempre estiveram em permanente contacto, mas na maioria das vezes via e-mails ou por telefone, mas que hoje decidiram reunir-se e estabelecer esta parceria para se ter um trabalho colaborativo e, assim, ter resultados satisfatórios.
Por seu turno, a coordenadora da EMAEI em São Miguel, Constantina Monteiro, enalteceu esta oportunidade, realçando que a intenção também é promover intercâmbios concelhios com as respectivas equipas, mas também envolver os professores que trabalham com as crianças com NEE.
Esta coordenadora salientou que têm recebido vários alunos sinalizados com dificuldades de aprendizagem em ambos os concelhos e o fenómeno migratório que o país tem vivido nos últimos tempos está a colocar a nu as necessidades de intervenções tanto da EMAEI como de outras áreas.
Sendo assim, ressaltou que vão unir os esforços e capacitar o corpo docente, transmitindo novos conhecimentos para redefinir novas acções para atender às necessidades dos alunos.
O foco, conforme sublinhou, vai ser centrar em oficinas de formação, primeiramente, e na questão das dificuldades de aprendizagens, com base teórica e prática, para dar resposta pedagógica aos alunos com dificuldade de aprendizagem.
Com esta parceria, destacou também que a intenção é divulgar o trabalho dos professores que acompanham as crianças com NEE, sublinhando que muitas vezes essas habilidades ficam escondidas nos locais de trabalho, sem a oportunidade de partilhar com outros colegas que enfrentam estes mesmos desafios.
MC/HF
Inforpress/Fim
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