
Assomada, 20 Ago (Inforpress) – Os moradores da vila de Ribeira da Barca, no município de Santa Catarina, criticaram hoje a falta de iluminação em diversas ruas e pediram a resolução deste problema que se arrasta há quase dois anos.
Segundo José António Martins e Manuel Geraldo Rocha, que falaram em nome da população, a maioria das ruas apresenta iluminação com problemas e há outras onde postes estão com lâmpadas apagadas há quase dois anos, causando diversos transtornos para a população.
A “ausência da iluminação pública”, conforme disse à Inforpress Luís António Martins, tem provocado medo nos moradores, tendo em conta a onda de assaltos que tem ocorrido ultimamente, sobretudo nas casas de emigrantes.
É que, segundo ele, tendo em conta que a maioria da população emigrou as ruas ficam desertas à noite, e com a “deficiente iluminação pública” as pessoas ficam com medo de deambular pelas ruas.
“Já faz muito tempo que pedimos a solução desse problema, que se arrasta por mais de dois anos, mas até agora nada”, lamentaram os entrevistados da Inforpress, acrescentando que o mesmo é do conhecimento da empresa responsável.
Os dois homens do mar mostraram-se preocupados com os postes de iluminação na orla marítima, que segundo dizem, além de não funcionarem representam perigo para quem por lá passar, mormente crianças, porque pode causar choque eléctrico, sobretudo em época das chuvas.
Luís António Martins e Manuel Geraldo Rocha informaram ainda que a vila da Ribeira da Barca continua sem acesso à máquina ATM desde final do mês de Maio de 2023, situação que prejudica a vida das populações e a economia local da comunidade piscatória.
Alguns moradores e operadores económicos e turísticos explicaram, em declarações à Inforpress, que a situação tem gerado constrangimentos, visto que as pessoas que procuram fazer levantamentos têm de se deslocar à cidade de Assomada, que dista cerca de 16 quilómetros.
Os populares entendem que assim como qualquer outro cidadão cabo-verdiano têm direito ao serviço ATM e à iluminação pública.
Contactada pela Inforpress, a empresa ADEC, antiga Electra, prometeu uma reacção após inteirar-se da situação.
FM/CP
Inforpress/Fim
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