
***Por: Deila Varela, da Agência Inforpress***
Pedra Badejo, 01 Set (Inforpress) – A agricultura de regadio permite a Vasílio Correia manter a produção em Santa Cruz, mesmo com a demora das chuvas, graças a um poço, um furo e um sistema de rega gota-a-gota, além do apoio da mão-de-obra feminina.
No terreno, o agricultor produz feijão, batata-doce, milho, abóbora, melancia, entre outras culturas, numa actividade que lhe permite reduzir a dependência das chuvas.
A água é um dos principais recursos da propriedade, mas, para o agricultor, manter a actividade agrícola exige também força de vontade, dedicação e, sobretudo, amor e paixão pela terra.
“Tem de haver amor e paixão para trabalhar na agricultura”, afirma o agricultor, que não pensa abandonar o campo para procurar outra actividade, apesar das dificuldades.
Uma das principais dificuldades está na mão-de-obra, já que, segundo Vasílio, é cada vez mais difícil encontrar pessoas disponíveis para trabalhar no campo, sobretudo homens.
Perante essa realidade, passou a contar mais com mulheres, que assumem diversas tarefas e ajudam a garantir a continuidade dos trabalhos na propriedade.
Eleutéria Monteiro, uma das mulheres que trabalha com Vasílio, está na propriedade há cerca de dois anos e participa nas diferentes actividades agrícolas.
“Com força, a gente trabalha. Às vezes, a gente trabalha com enxada, às vezes, com a mão”, relata a trabalhadora, que destaca o esforço necessário para enfrentar a rotina no campo.
A mão-de-obra representa um custo para o agricultor, que paga cerca de mil escudos por meio dia de trabalho, investimento que considera compensador no final, quando consegue escoar a produção.
O agricultor vende os produtos a pessoas que posteriormente os comercializam, garantindo assim uma saída para a produção e algum retorno para continuar a actividade.
Além da agricultura, mantém a criação de porcos, vacas e carneiros, numa estratégia que lhe permite diversificar as actividades da propriedade.
O poço e o furo asseguram a água necessária para as culturas e os animais, enquanto o sistema de rega gota-a-gota permite distribuir a água directamente pelas plantas e manter a produção.
Apesar dos desafios provocados pela escassez de chuva e pela dificuldade em encontrar trabalhadores, Vasílio continua determinado a permanecer no campo, actividade que considera parte da sua vida.
Para o agricultor, a agricultura exige mais do que água e trabalho, pois “tem que haver amor e paixão” para continuar a cultivar a terra.
Entre as culturas de regadio, a criação de animais e o trabalho das mulheres, Vasílio mantém a aposta na agricultura em Santa Cruz, sem pensar em trocar a terra por outra actividade.
DV/HF
Inforpress/Fim
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