
Assomada, 26 Fev (Inforpress) – Um grupo de 45 professores concluíram hoje, em Assomada, uma formação dedicada às dificuldades de aprendizagem, reforçando competências para apoiar crianças com Necessidades Educativas Especiais nas escolas do concelho, com foco na inclusão e no acompanhamento humano diário.
A formação, iniciada no dia 23, foi organizada pela Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) de Santa Catarina e financiada pelo Ministério da Educação, reunindo docentes que trabalham directamente com alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) nas escolas do concelho.
Em declarações à Inforpress, a coordenadora da EMAEI Santa Catarina, Ana Eloisa Moreno, explicou que o objectivo foi “aprofundar conhecimentos teóricos e metodológicos sobre as dificuldades de aprendizagem no contexto educativo, permitindo aos professores redefinir estratégias e responder melhor às necessidades de cada criança”.
Durante quatro dias, sublinhou que foram abordados temas como a conceptualização das dificuldades de aprendizagem, a evolução teórica e a perspectiva da neurociência, análise de casos práticos e discussão de dificuldades específicas, como dislexia, disgrafia, disortografia e discalculia, além dos aspectos socioemocionais e familiares associados.
Segundo a coordenadora, o município tem actualmente 66 crianças sinalizadas com NEE e 48 com medidas especiais, incluindo alunos do 4.º ao 11.º ano que realizarão provas finais e concelhias adaptadas por possuírem Planos Educativos Individuais.
Ressaltou igualmente que há também alunos com Currículo Específico Individual, focado no desenvolvimento de competências para a vida diária.
Apesar dos avanços, Ana Eloisa Moreno voltou a defender o reforço da equipa técnica ou a criação de uma nova equipa para responder às necessidades do concelho, apelando à Direcção Nacional da Educação e ao ministério para resolver esta situação, pois a única equipa não tem um transporte, o que dificulta o acompanhamento nas diferentes escolas.
Por sua vez, a formadora Belinda Viana destacou que trabalhar com educação inclusiva exige responsabilidade colectiva e formação contínua, lembrando que professores, famílias e comunidade precisam de partilhar conhecimento para garantir respostas adequadas às crianças e jovens.
Entre os participantes, a professora Heigda Tavares afirmou que a experiência trouxe novas ferramentas para lidar com alunos sinalizados e também para reconhecer sinais precoces em outras crianças, reforçando a importância da colaboração entre escola, família e sociedade.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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