
Assomada, 31 Mai (Inforpress) – O comandante dos Bombeiros Municipais de Santa Catarina manifestou hoje preocupação com um possível aumento das queimadas durante a limpeza de terrenos para agricultura de sequeiro, alertando para riscos ambientais, danos materiais, ameaças à saúde e vidas humanas.
Em declarações à Inforpress, Norberto Monteiro indicou que o município registou 18 incêndios provocados por queimadas ao longo deste ano, sendo três ocorrências contabilizadas apenas no mês de Maio.
Segundo a mesma fonte, a aproximação da época das chuvas e da preparação dos terrenos agrícolas poderá contribuir para o aumento de incêndios, caso os trabalhos de limpeza continuem a ser feitos sem os devidos cuidados e medidas preventivas.
Monteiro reforçou que muitas pessoas continuam a recorrer às queimadas para eliminar restos agrícolas, mas lamentou que, actualmente, a prática seja feita “sem controlo e sem precaução”, aumentando os riscos de propagação do fogo.
“As pessoas precisam pensar nas consequências, sobretudo para a saúde, para o ambiente e para a segurança das populações”, afirmou, defendendo alternativas mais seguras para aproveitamento dos resíduos agrícolas.
Segundo a mesma fonte, os sobrantes agrícolas podem ser reutilizados para fertilizar os terrenos, evitando assim o recurso frequente ao fogo.
Para enfrentar a situação, informou que os Bombeiros Municipais de Santa Catarina, em coordenação com o comando regional, pretendem avançar, a partir de Junho, com campanhas de sensibilização porta a porta em diferentes localidades do município.
As acções incluem contactos directos com agricultores e moradores, demonstrações de técnicas básicas de combate a incêndios e orientações sobre formas seguras de realização de queimadas controladas.
O comandante sublinhou ainda que qualquer queimada deve ser comunicada previamente aos bombeiros ou à câmara municipal, permitindo fiscalização e acompanhamento da actividade.
Segundo explicou, os trabalhos devem ser realizados apenas em espaços limpos, afastados de materiais combustíveis, e sempre com água, enxadas e meios de contacto disponíveis para eventual pedido de socorro.
Norberto Monteiro apelou igualmente à colaboração das populações no combate inicial aos incêndios, salientando que “quando o fogo está no início é mais fácil de controlar”, evitando situações de grande proporção.
Outra preocupação prende-se com residências situadas em zonas rurais, em que recomendou que os moradores limpem áreas em redor das casas, retirando vegetação seca e materiais inflamáveis, para evitar que o fogo atinja habitações e estruturas improvisadas de madeira ou plástico.
MC/AA
Inforpress/Fim
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