Responsável do Cenorf "confiante" que vão resolver a questão dos técnicos ortoprotesistas antes de 90 dias

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Responsável do Cenorf "confiante" que vão resolver a questão dos técnicos ortoprotesistas antes de 90 dias
21/01/25 - 06:52 pm

Cidade da Praia, 21 Jan (Inforpress) – O presidente do conselho de administração do Cenorf, Bernardino Gonçalves, mostrou-se "confiante" hoje que esta instituição vai conseguir resolver a questão dos técnicos ortoprotesistas reconhecidos pela ARES no país antes de 90 dias.

Bernardino Gonçalves falava em declarações à Inforpress depois de ter recebido a licença renovada pela Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) para prestar cuidados apenas para o serviço de fisioterapia, faltando apenas a licença para o serviço de ortoprotesista.

Para que este serviço funcione normal, informou que a ERIS deu prazo de 90 dias para arranjarem um técnico profissional nesta área.

“O prazo de 90 dias é mais do que suficiente para resolvermos esta situação”, sublinhou, reconhecendo que diante da situação exigente e que tem afectado negativamente os pacientes e clientes actuais estão a reunir todos os esforços para que este assunto seja resolvido o mais rápido possível.

“Não estamos plenamente satisfeitos porque a nossa especialidade é o diferencial que oferecemos ao país é a reabilitação e serviços ortoprotésicos pelo que continuaremos com o mesmo afinco e esforços para termos o alvará completo e quiçá alargá-lo com o serviço médico”, exprimiu.

Apesar do Cenorf trabalhar neste momento com apenas os serviços de fisioterapia, o responsável reconhece o empenho da ERIS no tratamento do assunto.

Bernardino Gonçalves considerou ainda que o alvará pleno será a vitória sustentável fruto dos contactos que estão a fazer com parceiros e Governo, sublinhando que isto passa-se por capacitar técnicos nível 1 e 2 que pode ser no Brasil, Portugal, Holanda, França, Alemanha ou nos Estados Unidos da América.

“Temos internamente no Cenorf pessoas que têm habilidades técnicas, com alguma coragem e inteligentes que podem ser técnicos qualificados em pouco tempo, por terem experiência de vários anos de serviço.

Questionado se o salário baixo não é uma das causas para saída do país desses profissionais, respondeu que o centro por ser um centro especializado, que demanda quadros com alguma sofisticação tem praticado remuneração que “não são tão atractivos e nem o ambiente de trabalho é o melhor do mundo”.

Igualmente ao nível da produtividade que não é o “mais desejável” e assegurou que isto pode acabar por justificar aqueles que já saíram do país.

De referir que as actividades do Cenorf estão encerradas, há mais de dois meses, pela ERIS por falta de técnicos ortoprotesistas para prestar serviço na reabilitação de pessoas com deficiências funcionais, amputações ou malformações congénitas.

E os dois técnicos formados nesta área no país emigraram, ficando o país sem nenhum ortoprotesista com carteira profissional reconhecida pela Agência Reguladora do Ensino Superior (ARES).

Os únicos técnicos ortoprotesistas no país neste momento são dois, um formado no Togo e outro em Portugal, mas ambos não têm os seus diplomas ainda reconhecidos pela ARES.

DG/ZS

Inforpress/Fim

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