
Assomada, 15 Jun (Inforpress) – A estreia histórica de Cabo Verde no Mundial de 2026 foi vivida com emoção em Assomada, onde milhares de adeptos celebraram o empate sem golos frente à Espanha como um resultado de grande significado para o país.
Minutos antes do apito inicial, o ambiente era de grande expectativa. Vestidos com camisolas da selecção nacional, empunhando bandeiras e entoando cânticos de apoio aos Tubarões Azuis, homens, mulheres, jovens e crianças foram enchendo a praça para viver um momento considerado histórico para o país.
Ao longo dos 90 minutos, a ansiedade tomou conta dos adeptos, que acompanharam cada lance com atenção redobrada diante da poderosa selecção espanhola, considerada uma das favoritas à conquista do Mundial.
No final, o empate sem golos (0-0) foi recebido com aplausos, gritos de alegria e manifestações de orgulho, numa celebração que muitos compararam a uma vitória.
O presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Armindo Freitas, destacou a importância do resultado e da união demonstrada pelos cabo-verdianos.
“Hoje mostramos que Cabo Verde é grande. Jogámos contra uma das melhores selecções do mundo e estamos preparados para desafiar qualquer equipa. A força e a união do nosso povo ficaram mais uma vez demonstradas”, afirmou.
Segundo o autarca, a iniciativa de instalar o ecrã gigante teve como objectivo permitir que a população acompanhasse em conjunto aquele que classificou como um momento histórico para o país.
Entre os presentes encontrava-se também Ângela Fernandes, mãe de Jovane Cabral, um dos jogadores da selecção nacional, que não escondia a emoção ao falar do filho e da participação de Cabo Verde na maior competição mundial de futebol.
Visivelmente emocionada, contou que falou com o jogador antes da partida e revelou sentir confiança na equipa, embora admitisse que o coração de mãe vive sempre momentos de ansiedade durante os jogos.
“Estou muito contente. Contente com o meu filho e contente por ver Santa Catarina toda unida a apoiar a nossa selecção”, declarou.
Os adeptos ouvidos consideraram que Cabo Verde esteve à altura do desafio e demonstrou capacidade para competir com qualquer adversário.
Euclides da Veiga classificou a exibição como “excelente”, sublinhando que a selecção conseguiu travar uma das equipas mais fortes do futebol mundial.
“A história já está feita. Estar no Mundial era um sonho e esse sonho já foi concretizado. Este empate tem sabor a vitória”, afirmou.
Outros adeptos destacaram a entrega e a coragem dos jogadores cabo-verdianos, considerando que o resultado reforça a confiança para os próximos desafios da competição.
Com bandeiras ao vento, abraços e palavras de esperança, a festa prolongou-se após o apito final, numa demonstração clara de que o empate frente à Espanha foi vivido pelos santa-catarinenses como um marco histórico para o futebol cabo-verdiano e para o país.
DV/ZS
Inforpress/Fim
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