
Nova Sintra, 15 Jun (Inforpress) – A ilha Brava acolhe, pela primeira vez, o arranque da Grande Feira do Livro de Cabo Verde 2026, uma iniciativa que visa promover a democratização do acesso ao livro e à leitura em todo o arquipélago.
Em declarações à Inforpress, a responsável pela iniciativa, Matilde Santos, explicou que a escolha da Brava para dar início à edição deste ano está alinhada com a política de democratização do livro desenvolvida pelos promotores da feira.
“O objectivo da Grande Feira do Livro aqui na Brava é sobretudo a questão da democratização. É pôr em prática a política da democratização do livro, que consiste em fazer com que os livros cheguem a qualquer ponto de Cabo Verde, independentemente da dimensão geográfica das ilhas e dos municípios”, afirmou.
Segundo a mesma fonte, embora habitualmente a feira tenha início na Cidade da Praia, a prioridade em 2026 foi começar na ilha Brava, numa demonstração do compromisso de levar a oferta literária a todas as localidades do país.
Conforme garantiu, a feira apresenta uma oferta diversificada, com mais de três mil títulos disponíveis ao público. Entre as obras expostas destacam-se livros infantis e juvenis, literatura cabo-verdiana e internacional, bem como publicações recentes lançadas há poucos meses, além dos clássicos da literatura nacional.
“Um dos grandes objectivos é fazer com que os livros cheguem a qualquer ponto do país ao mesmo preço e que essa questão da democratização do livro deixe de ser apenas um discurso teórico para se transformar em acções concretas”, sublinhou.
Após a passagem pela Brava, a feira seguirá para o município de Ribeira Grande de Santiago.
Ao longo deste ano, está prevista a realização do evento em nove municípios, dando continuidade ao trabalho iniciado em 2024, quando foram retomadas as feiras de grande dimensão.
De acordo com Matilde Santos, a iniciativa integra a política de promoção da cultura, com especial enfoque na valorização do livro e da leitura.
Na Brava, a feira decorre durante dois dias, nos dias 15 e 16 de Junho, sendo que a organização já destacou a forte adesão registada logo na abertura, envolvendo desde crianças e jovens até figuras de referência da ilha.
Relativamente aos preços praticados, aquela responsável garantiu que a acessibilidade continua a ser uma das principais preocupações da organização.
“A feira é co-financiada pela Cooperação Portuguesa, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, permitindo disponibilizar livros a preços acessíveis sem comprometer o mercado livreiro nacional.
A organização acredita que a população bravense terá, durante os dois dias do certame, uma oportunidade privilegiada para adquirir obras diversificadas e actualizadas, contribuindo para o fortalecimento dos hábitos de leitura e para a democratização do acesso ao conhecimento em Cabo Verde.
DM/ZS
Inforpress/Fim
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