
Mindelo, 15 Abr (Inforpress) – Os profissionais do sector da saúde “não estão satisfeitos” com a calendarização anunciada pelo Governo para a resolução dos pendentes e vão manter o pré-aviso de greve para os dias 28, 29 e 30 de Abril.
A garantia foi dada à Inforpress pelo sindicalista Luís Fortes, em nome dos sete sindicatos que representam os trabalhadores da saúde.
Conforme a mesma fonte, tiveram um encontro com responsáveis do ministério no último dia 13, no qual explanaram as suas preocupações e, por outro lado, o Governo apresentou um calendário para a resolução dos problemas, que só deverá acontecer a partir de Maio.
O mesmo calendário foi tornado público pelo Ministério da Saúde, através de uma carta nas redes sociais.
“Nós apuramos que os trabalhadores não estão satisfeitos e não concordam com esse calendário”, precisou Luís Fortes, que disse não entender como é que o executivo quer levar a resolução das pendências para um outro mandato.
Não é mais este Governo, que, acrescentou, vai resolver as questões, mas sim “será outro, ainda que seja do mesmo partido”.
Por isso, assegurou o sindicalista, os profissionais da saúde vão manter a previsão de greve para os dias 28, 29 e 30 de Abril, se não tiverem até lá resolvidos os problemas do caderno com seis pontos reivindicativos.
Entre as exigências estão o pagamento de subsídios remuneratórios, pagamentos dos subsídios de risco, a actualização salarial dos médicos e enfermeiros com contrato resolutivo, entre outras.
Da lista consta também a publicação da lista de transição dos profissionais do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) com a revisão das incongruências verificadas na lista provisória.
Entretanto, Luís Fortes asseverou que estão abertos ao diálogo e esperam que até a data da greve se possa encontrar algum entendimento.
LN/ZS
Inforpress/Fim
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