Produção de inseticidas biodegradáveis e não tóxicos pode contribuir no combate a mosquios e pragas na agricultura

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Produção de inseticidas biodegradáveis e não tóxicos pode contribuir no combate a mosquios e pragas na agricultura
08/05/26 - 06:08 pm

Cidade da Praia, 08 (Inforpress) – Empresários apresentam projecto destinado à produção de inseticidas biodegradáveis e não tóxicos destinado ao combate de mosquitos e pragas nas agriculturas, durante a conferência BIN@ Cabo Verde 2026, na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).   

Portugal, através da empresa Neovictus, e Cabo Verde, através da Fundação Carlos Veiga, uniram-se na produção e comércio de inseticida capaz de controlar insetos quando chegam para destruir as culturas. 

Um dos mentores dos projecto, CEO da Neovictus, João Transmontano, afirmou que a ideia é introduzir um inseticida não tóxico e biodegradável que bloqueia a principal enzima geradora de energia nos insetos. 

“É como se quando os insectos se alimentam, ligam o interruptor e a máquina começa a processar e depois já há alguém lá dentro dessa fábrica que vai lá e fecha o interruptor passado um tempo”, explicou João Transmontano.

Conforme a mesma fonte, praticamente 98% dos produtos usados na agricultura são tóxicos, que depois penetram na terra e vão para o oceano, neste sentido considerou ser importante introduzir uma alternativa que não seja tóxica, que preserva a saúde dos oceanos e das pessoas

Da parte de Cabo Verde, o presidente da Fundação Carlos Veiga, Paulo Veiga, acrescentou que este projeto também se traduz numa oportunidade de negócio para o arquipélago, com o produto a ser comercializado no país e exportado para os países vizinhos, que se apresentam com o mesmo problema.

“Nós queremos começar com o produto ainda este ano, queremos que até o final do ano possamos começar não só a comercializar, mas a produzir o produto, em pequena escala primeiro, para poder ter o historial e para também envolver as universidades e toda a comunidade”, acrescentou Paulo Veiga.

Disse ainda que o projeto vai ser apresentado aos municípios e ao Governo, e ter parcerias com o Ministério da Saúde e Proteção Civil para a implementação e utilização do produto, que considera ser aplicável.

O projecto foi apresentado na Conferência BIN@ Cabo Verde 2026, junto com outras “startups” nacionais e estrangeiras, visando o reforço entre diferentes atores do ecossistema de inovação, permitindo o incremento de “networking na área da inovação.

OS/AA

Inforpress/Fim

 

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