Prisão preventiva para professor detido por suspeita de falsificar documentos para obtenção de vistos

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Prisão preventiva para professor detido por suspeita de falsificar documentos para obtenção de vistos
01/03/25 - 07:39 pm

Cidade da Praia, 01 Mar (Inforpress) –  O Tribunal da Comarca do Tarrafal decretou prisão preventiva para um professor de 49 anos, detido pela Polícia Judiciária (PJ), por suspeita de falsificar documentos fraudulentos para cidadãos interessados em obter visto para Portugal, informa a PJ.

Em nota enviada à Inforpress, a PJ através da Secção Central de Investigação de Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (SCIICCEF), informou que em cumprimento de um Mandado de Busca emitido pelo 1º Juízo Criminal do Tribunal da Comarca do Tarrafal, realizou, na passada quarta-feira, 26 de Fevereiro, uma operação no município de Tarrafal de Santiago.

Adiantando que a operação resultou na detenção em flagrante delito do indivíduo, desfecho de uma investigação iniciada na cidade da Praia e que culminou no município do Tarrafal de Santiago.

“O detido foi identificado como autor da prática de crimes de burla, auxílio à emigração ilegal para Portugal e falsificação de documentos e selos para cidadãos que pretendiam obter visto de longa duração para Portugal”, lê-se no comunicado.

Acrescentou a PJ que durante a operação foram apreendidos na residência do detido diversos documentos e recibos relacionados com a importação de carimbos e selos de instituições públicas e privadas, um computador portátil, uma viatura, entre outros objectos, conforme o auto de busca e apreensão.

Ainda de acordo com a mesma fonte, foi apreendido oito rubricadores, sendo seis carimbos e dois selos branco de diversas instituições públicas e privadas, incluindo a Câmara Municipal do Tarrafal, o Ministério da Justiça, a Direcção Geral dos Registos e Notariado, Ministério da Educação e instituições bancárias.

O detido foi apresentado, no dia 28 de Fevereiro, às autoridades judiciárias competentes para o primeiro interrogatório judicial, tendo o Tribunal da Comarca do Tarrafal aplicado como medida de coacção a prisão preventiva, devendo o arguido aguardar, sob esta medida, os ulteriores trâmites do processo.

OS/ZS

Inforpress/Fim

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