Primeiro-ministro alerta para crime de açambarcamento face a queixas de falta de gás no Fogo

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Primeiro-ministro alerta para crime de açambarcamento face a queixas de falta de gás no Fogo
24/02/26 - 03:04 pm

Cidade da Praia, 24 Fev (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, advertiu hoje que o açambarcamento constitui crime económico, na sequência de algumas queixas no abastecimento do gás butano, sobretudo, na ilha do Fogo.

O chefe do Governo reagia em declarações à imprensa, à margem do lançamento do Portal GOV.CV, uma plataforma concebida para "modernizar, integrar e simplificar o acesso aos serviços públicos".

Na ocasião assegurou que o Governo está a acompanhar de perto as queixas registadas nos últimos dias sobre falhas no abastecimento de gás e de elcetricidade na ilha do Fogo, e que a situação está a ser regularizada.

“Mas há uma outra informação que tem a ver com o açambarcamento. O açambarcamento é um crime económico, significa que você, em situação de escassez guarda para poder vender mais caro”, alertou.

Ulisses Correia e Silva lembrou que o gás e a energia são produtos regulados, com preços regulados, não podendo ser vendidos para além daquilo que está fixado pela entidade reguladora.

“Portanto, não é desejável, mas a situação está-se a normalizar”, disse, reforçando que com a normalização do transporte e o reforço da oferta disponível, a situação vai normalizar.

A Comissão Política Regional do PAICV/Fogo manifestou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, a sua indignação face aos sucessivos cortes de energia, à falta de água e à escassez de gás butano na ilha nas últimas semanas.

O maior partido da oposição sustentou que os sucessivos apagões não podem ser tratados como simples “constrangimentos técnicos”, mas sim como reflexo da falta de investimento programado e atempado na central única que abastece a ilha do Fogo.

Apontou ainda dificuldades no acesso ao gás de cozinha, com relatos de filas prolongadas em revendedores na cidade de São Filipe, afirmando que isso tem gerado “stresse e transtornos” às famílias.

ET/ZS

Inforpress/Fim

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