
Cidade da Praia, 31 Jul (Inforpress) - A presidente da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), Eloisa Gonçalves, afirmou hoje, na cidade da Praia, que as mulheres africanas enfrentam ainda muitos desafios, dos quais os níveis elevados de discriminação.
Eloisa Gonçalves falava à imprensa momento antes da abertura da formação sobre "Os Direitos das Mulheres e o Combate ao Assédio Sexual" e também no âmbito do Dia da Mulher Africana, que se assinala hoje.
Segundo aquela responsável, as mulheres do continente enfrentam níveis elevados de discriminação e lidam com uma série de dificuldades, que são agravadas por factores culturais e ambientais.
“A mulher africana enfrenta, sem dúvida, muitos desafios. Somos discriminadas várias vezes mais”, declarou.
Eloisa Gonçalves apontou que apesar dos avanços a cultura muitas vezes perpetua a desigualdade e não pode ser usada para justificar a violação dos direitos humanos.
Conforme destacou, a cultura, em muitos casos, funciona como um factor de manutenção da desigualdade.
Além dos desafios culturais, a presidente da OMCV enfatizou que as mulheres africanas são muito impactadas pelas mudanças climáticas e crises económicas.
“Elas são responsáveis por buscar alternativas para a sobrevivência de suas famílias, frequentemente percorrendo longas distâncias em busca de água e novos recursos para a alimentação. Esse cenário de pobreza e crise económica resulta em uma sobrecarga significativa para essas mulheres”, indicou.
Em resposta a essas questões, Eloisa Gonçalves afirmou que as mulheres cabo-verdianas estão comprometidas em contribuir para a solução dos problemas enfrentados pelas mulheres africanas.
A OMCV, em colaboração com a Associação das Mulheres da África Ocidental (Ramao), está a preparar iniciativas para as próximas comemorações do Dia Mundial das Mulheres Africanas, com o objectivo de avaliar e enfrentar esses desafios e promover o empoderamento feminino.
A presidente da OMCV ressaltou ainda a importância da resiliência para as mulheres africanas e afirmou que, apesar das dificuldades, elas têm mostrado força e poder, pelo que, sintetizou, continuar a acreditar nas suas capacidades “é essencial para alcançar seus objectivos e contribuir para a mudança”.
TC/AA
Inforpress/Fim
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