Presidente do Partido Popular classifica desempenho de José Maria Neves “abaixo das expectativas” (c/áudio)

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Presidente do Partido Popular classifica desempenho de José Maria Neves “abaixo das expectativas” (c/áudio)
17/09/26 - 12:35 pm

Cidade da Praia, 17 Set (Inforpress) - O presidente do Partido Popular (PP), Amândio Vicente, afirmou hoje que o desempenho do Presidente cessante, José Maria Neves, “não correspondeu às expectativas” de muitos cabo-verdianos e manifestou a insatisfação do partido com o seu mandato.

A insatisfação foi manifestada em declarações à Inforpress, a propósito do posicionamento do partido relativamente às eleições presidenciais do dia 15 de Novembro e de um eventual apoio a uma candidatura.

Segundo o líder do PP, José Maria Neves, que se recandidata, tem recorrido ao princípio da separação de poderes para justificar a sua actuação em determinadas matérias, quando, no entender do partido, deveria ter assumido “uma intervenção mais firme” perante questões com impacto directo na vida dos cidadãos.

“Não aprovamos o mandato de José Maria Neves. Achamos que ele foi muito abaixo do esperado”, afirmou Amândio Vicente, que considerou que o chefe de Estado se tem escudado na estabilidade do sistema e na separação de poderes perante situações que, na sua perspectiva, exigiam uma intervenção mais activa.

Entre os problemas apontados pelo presidente do PP estão “a perda do poder de compra, a redução do bem-estar social e o aumento da insegurança pública”.

Amândio Vicente defendeu que perante estas questões o Presidente da República deveria ter tido uma actuação “mais firme”, embora reconheça as limitações decorrentes das competências constitucionais do cargo.

“Nós queremos um Presidente mais actuante, que sente a dor do povo, não um Presidente que esconde tudo atrás da estabilidade institucional e do equilíbrio de poderes, quando, na verdade, há muitas coisas que precisam ser alteradas”, afirmou.

O presidente do PP apontou ainda como exemplo a situação do procurador da República e de várias comissões nacionais cujos mandatos se encontram caducados.

“É nestas matérias que o Presidente da República tem que ser mais actuante de modo a contribuir para o funcionamento regular das instituições”, finalizou.

DG/AA

Inforpress/Fim

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