Presidente de associação pede resposta articulada entre as instituições para erradicar a VBG

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Presidente de associação pede resposta articulada entre as instituições para erradicar a VBG
24/06/26 - 01:17 pm

Cidade da Praia, 24 Jun (Inforpress) - A presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG), Vicenta Fernandes, defendeu hoje, na cidade da Praia, o reforço da prevenção e da mobilização social para combater a Violência Baseada no Género (VBG). 

A responsável falava na abertura da VIII Semana de Reflexão sobre a VBG, evento que decorre sob o lema “Igualdade é Responsabilidade de Todos”. 

Segundo a dirigente, este ano a associação decidiu centrar os debates na violência em contextos institucionais, nomeadamente na política, no desporto, nos locais de trabalho e nos serviços de saúde, por considerar que estas formas de violência permanecem pouco denunciadas e insuficientemente discutidas no país.

“Precisamos de falar e combater esta situação. Muitas vezes as pessoas não sabem que estão perante um caso de violência, não denunciam, não pedem ajuda e acabam por ficar sem resposta”, avançou a dirigente.

Vicenta Fernandes sustentou que a VBG não se limita às agressões físicas, incluindo igualmente formas psicológicas, económicas, institucionais e digitais, com impactos profundos na vida das vítimas e das suas respectivas famílias.

Na sua intervenção, a presidente da associação assinalou que, apesar dos avanços alcançados por Cabo Verde, esta problemática continua a representar um dos maiores desafios para os direitos humanos, a justiça social e o desenvolvimento humano.

Vicenta Fernandes renovou ainda o compromisso da organização com a promoção da igualdade de género e apelou à participação activa de toda a sociedade na prevenção da violência.

Diante deste cenário, a presidente da ACLCVBG renovou o compromisso da organização com a promoção da igualdade de género e apelou à participação activa de toda a sociedade na prevenção da violência. 

“Também é possível erradicar a violência baseada no género. Precisamos unir as nossas vozes e transformar a indignação em compromisso e acções concretas”, vincou.

A responsável defendeu igualmente uma resposta articulada entre o Governo, municípios, sistema judicial, forças de segurança, sectores da saúde e da educação, comunicação social, organizações comunitárias e parceiros internacionais.

Na ocasião, destacou o apoio de várias entidades nacionais e internacionais à iniciativa, entre as quais o Governo do Canadá, as Nações Unidas, a União Europeia e diversas representações diplomáticas, lançando ainda um apelo para um maior envolvimento dos homens e rapazes na promoção de relações assentes na igualdade, respeito e corresponsabilidade.

KF/CP

Inforpress/Fim

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