
Cidade da Praia, 20 Jul (Inforpress) – O Presidente da República defendeu hoje uma maior aproximação da CEDEAO aos países da Aliança dos Estados do Sahel, sublinhando que o diálogo e a diplomacia são essenciais para a resolução dos conflitos e o fortalecimento da organização regional.
Em entrevista à Rádio de cabo Verde (RCV) no regresso da cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), realizada em Freetown, Serra Leoa, o chefe de Estado afirmou que, num contexto internacional marcado pela polarização e fragmentação, a aposta no diálogo deve prevalecer.
“Nestes tempos de muita polarização e uma certa fragmentação, o diálogo é importante. Temos de dar oportunidade à diplomacia para a resolução dos conflitos, para melhorarmos as relações entre os Estados e criarmos melhores condições para a consolidação da nossa comunidade", afirmou.
Segundo José Maria Neves, este entendimento justifica o esforço que a CEDEAO deve desenvolver para recuperar os laços com os países que abandonaram a organização.
"É precisamente por isso que devemos fazer um esforço para a reaproximação aos Estados da Aliança do Sahel, trazer a Mauritânia e criar canais de diálogo com todos os países, sobretudo onde haja instabilidade política ou ameaça à segurança e à estabilidade", sustentou.
O Presidente da República referiu ainda que, durante os trabalhos da cimeira, vários líderes defenderam uma abordagem mais assente no diálogo do que em medidas punitivas.
Neste sentido, destacou a intervenção do Presidente da Guiné Conacri, que, segundo disse, fez várias referências ao facto de as sanções, por si só, não resolverem os problemas políticos e de segurança que afectam a sub-região.
Questionado sobre as conclusões da cimeira relativamente à situação na Guiné-Bissau, José Maria Neves explicou que foram reafirmadas as posições adoptadas na reunião anterior da organização.
De acordo com o chefe de Estado, os líderes da CEDEAO reiteraram a necessidade de prosseguir o diálogo político, promover uma abordagem inclusiva e criar condições para uma transição para a ordem democrática.
Acrescentou que a cimeira apelou igualmente à libertação incondicional de todos os presos políticos e à concertação entre os diversos actores políticos guineenses, com vista à construção de plataformas de entendimento que permitam restaurar a normalidade democrática no país.
LC/CP
Inforpress/Fim
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