Presidenciais2026: Joana Rosa assume candidatura com aposta na proximidade e independência

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Presidenciais2026: Joana Rosa assume candidatura com aposta na proximidade e independência
22/09/26 - 02:10 pm

Cidade da Praia, 22 Set (Inforpress) - A candidata à Presidência da República Joana Rosa assumiu hoje a sua candidatura com “serenidade e sentido de dever” e prometeu uma magistratura de proximidade, diálogo e respeito pela Constituição.

Falando aos jornalistas no Miradouro de Alto Safende, na Praia, após a validação da sua candidatura pelo Tribunal Constitucional, Joana Rosa afirmou que o lema da sua campanha será “Ouvir Cabo Verde”, incluindo jovens, mulheres, trabalhadores, empresários, idosos, famílias, populações das ilhas e a diáspora.

A candidata sustentou que quem concorre à Presidência da República deve estar preparado para representar “todos os cabo-verdianos” e defendeu que ouvir não significa prometer tudo, mas sim conhecer as reais preocupações e expectativas da população para, posteriormente, exercer as competências presidenciais com “responsabilidade, equilíbrio e independência”.

Joana Rosa anunciou que no próximo dia 02 de Outubro apresentará publicamente a sua candidatura e a visão que pretende para o exercício da Presidência da República.

Entre as prioridades apontadas, destacou o respeito pela Constituição, o equilíbrio entre as instituições da República, a promoção do diálogo com os órgãos de soberania, partidos políticos e sociedade civil, bem como uma maior proximidade com as populações.

Joana Rosa advogou ainda uma relação institucional com o Governo e sublinhou que o Presidente da República não governa, mas deve estabelecer pontes, promover o diálogo e contribuir para o funcionamento das instituições democráticas.

Sobre o apoio do Movimento para a Democracia (MpD), a candidata afirmou que a candidatura presidencial é “suprapartidária” e que, embora valorize o apoio do partido, pretende igualmente contar com outras forças políticas e com cidadãos sem filiação partidária.

“Recebo todos os apoios possíveis, mas vou manter-me como diz a Constituição, cumprindo a Constituição e as leis”, disse.

Na sua perspectiva, o apoio político não deve significar condicionamento da independência presidencial.

Instada sobre a escolha do Miradouro de Alto Safende para o encontro com os jornalistas, Joana Rosa explicou que tem um significado político: representar a proximidade com as populações e mostrar que pretende exercer uma Presidência junto das pessoas, nomeadamente nos espaços periféricos da cidade.

O seu lema de campanha será “Ouvir Cabo Verde”, as nove ilhas e a diáspora e procurar conhecer o que os cabo-verdianos esperam do Presidente da República.

“Ouvir com atenção. Ouvir com respeito”, resumiu Joana Rosa.

Além da candidatura de Joana Gomes Rosa Amado, o Tribunal Constitucional admitiu ainda as candidaturas de José Maria Pereira Neves, Gilson João dos Santos Alves, Antero Lúcio Lopes Francês Tavares e Casimiro Jesus Lopes de Pina.

O Tribunal rejeitou as candidaturas de Jorge Luís dos Santos, Amadeu Fortes Oliveira, Fernando Rocha Delgado, Loisito Tavares de Sousa e Jacinto Spencer dos Santos e foi ainda aceite o pedido de desistência de Péricles Octaviano Augusto Galina Tavares.

LC/CP

Inforpress/Fim

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