
Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – O candidato Gilson Alves acusou hoje o homólogo José Maria Neves de cobardia por desistir de participar no segundo debate presidencial promovido pela RTC, decisão que representa “um abandono dos eleitores e desrespeito pela democracia”.
De regresso à ilha de Santiago, Gilson Alves classificou a desistência de José Maria Neves como um acto de “um pseudo-líder que abandona os seus em plena batalha”.
Defende, pelo contrário, que os candidatos à Presidência da República devem estar disponíveis para confrontar as suas ideias e responder às críticas dos adversários.
“Eu não vejo como alguém que faça uma coisa dessas possa merecer a confiança dos seus eleitores”, afirmou, acrescentando que os apoiantes de José Maria Neves “devem sentir-se abandonados”.
O candidato considerou ainda que José Maria Neves “não é superior aos restantes concorrentes” e que deve aceitar as críticas políticas no quadro normal da disputa eleitoral.
Gilson Alves rejeitou ainda as justificações apresentadas pelo actual Presidente da República, que terá caracterizado o primeiro debate como “intimidatório, calunioso e marcado por insultos e ameaças”.
Gilson Alves afirmou que os políticos estão sujeitos a “críticas e ataques no exercício da actividade política”, alegando que também tem sido alvo de ataques e enfrentado processos-crime, mas que isso não constitui motivo para abandonar o confronto de ideias.
Relativamente à polémica em torno das suas declarações sobre um eventual fuzilamento de José Maria Neves, Gilson Alves voltou a negar ter feito qualquer ameaça directa, argumentando que se tratou de uma afirmação condicional, dependente da existência legal da pena de morte em Cabo Verde e de uma eventual condenação do candidato por corrupção.
O candidato sustentou que a declaração foi feita num contexto hipotético e dentro da lei, acrescentando que a transcrição do debate permite confirmar as suas palavras.
Quanto ao segundo debate previsto para hoje, Gilson Alves garantiu que vai participar e antecipou um confronto ainda mais polémico, devido à desistência de José Maria Neves e ao contexto político e judicial que envolve a campanha.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/AA
Inforpress/Fim
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