
Cidade da Praia, 06 Jun (Inforpress) - Mais de cinquenta doadores voluntários de sangue participaram hoje, na cidade da Praia, numa acção de rastreio de doenças oncológicas como cancro da próstata, do colo do útero e da mama promovida pelo Banco de Sangue do HUAN.
Em declarações à Inforpress, a directora do Banco de Sangue do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), Linette Fernandes, explicou que a iniciativa visa “cuidar da saúde daqueles que salvam vidas”, através da promoção da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças oncológicas.
A actividade insere-se, conforme aquela responsável, no programa comemorativo do Dia Mundial do Doador de Sangue, assinalado a 14 de Junho, data que este ano marca o 21.º aniversário da celebração da efeméride.
Segundo Linette Fernandes, o rastreio contempla homens a partir dos 40 anos, para despiste do cancro da próstata, e mulheres a partir dos 18 anos, para rastreio do cancro do colo do útero e da mama.
Além desta iniciativa, o Banco de Sangue tem programadas diversas actividades ao longo do mês para comemorar esta data, para além da cerimónia de homenagem aos doadores voluntários que acontecerá no Dia Mundial do Doador de Sangue, na Praia.
Linette Fernandes destacou a importância de promover a saúde preventiva junto dos doadores, sublinhando que estes desempenham um “papel fundamental” no salvamento de vidas.
“Os doadores contribuem todos os anos para salvar vidas. Por isso, também devemos cuidar da saúde deles, promovendo actividades de prevenção e diagnóstico precoce”, afirmou, considerando que a participação no evento foi positiva com “uma boa afluência”.
Por sua vez, a ginecologista e obstetra e directora da Maternidade do HUAN, Gisele Modesto, salientou que a iniciativa permite aliar a solidariedade da doação de sangue à promoção da saúde das doadoras.
A médica explicou que o rastreio do cancro do colo do útero inclui a realização de citologias, enquanto reforça a importância da vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), principal causador desta doença.
“Este momento é importante tanto para a população cabo-verdiana como para o Sistema Nacional de Saúde, porque possibilita detectar alterações atempadamente e oferecer tratamento oportuno às nossas doadoras”, afirmou.
Segundo Gisele Modesto, as avaliações efectuadas até ao momento não revelaram alterações significativas, aguardando-se, contudo, os resultados laboratoriais das citologias recolhidas.
A especialista acrescentou ainda que a iniciativa permitiu sensibilizar as mulheres sobre questões relacionadas com o climatério e a menopausa, tendo em conta que muitas das participantes têm mais de 40 anos.
Já a oncologista do HUAN, Magali Sariné, reforçou a importância do diagnóstico precoce, alertando para o aumento de casos de cancro da mama em mulheres jovens.
“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as hipóteses de cura”, afirmou, apelando à adopção de hábitos de vida saudáveis, à prática regular de exercícios físicos e à realização periódica de exames médicos.
Entre os participantes, Odair Barros, doador há cerca de dez anos, considerou a iniciativa “louvável”, defendendo que contribui para consciencializar a população sobre a importância da doação de sangue e da monitorização regular do estado de saúde.
Também o doador Fernando Fernandes incentivou mais pessoas a aderirem à doação voluntária de sangue, destacando a importância da solidariedade e do cuidado com a saúde dos próprios doadores.
Os participantes defenderam ainda que iniciativas do género sejam realizadas com maior frequência pelo Banco de Sangue, contribuindo para garantir sangue seguro e reforçar a prevenção de doenças na comunidade.
DG/ZS
Inforpress/Fim
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