
Lisboa, 18 Out (Inforpress) – A organização do Cabo Verde Fest, encerrada esta noite, em Brandoa, Amadora (Portugal), fez um balanço positivo desta terceira edição, destacando o contributo do evento para a integração da comunidade cabo-verdiana e a divulgação da cultura em Portugal.
Em declarações à imprensa, o presidente da Plataforma Associação Cabo Verde e Diáspora (PLTCVD), Rolando Borges, afirmou que o evento representou o início de um trabalho contínuo de integração comunitária, que deverá ser reforçado através de outros projectos nas áreas da educação, laboral e formação profissional de mais adultos.
“O balanço é completamente positivo, mas ainda falta melhorar. Estamos no caminho”, afirmou.
Segundo aquele dirigente associativo, a organização pretende na próxima edição alargar a participação a mais associações, empresas e particulares ligados à diáspora, com o objectivo de consolidar o festival e criar “centros de interesse”.
Rolando Borges explicou que a organização previa reunir cerca de 50 feirantes e expositores, mas que alguns artesões e expositores provenientes de Cabo Verde não conseguiram participar por não terem obtido visto a tempo e hora.
Perante este desafio, apelou às autoridades governamentais cabo-verdianas para que ajudem a criar condições que facilitem a circulação e a entrada de produtos de Cabo Verde na Europa, neste caso particular em Portugal.
Rolando Borges assegurou que a organização pretende continuar a promover o Cabo Verde Fest nos próximos anos, procurando aumentar a participação de outras nacionalidades e reforçar o papel do evento como espaço de encontro intercultural, divulgação da cultura cabo-verdiana e integração da diáspora.
O Cabo Verde Fest 2026 reuniu 40 expositores e feirantes, incluindo 10 bancas de gastronomia e 20 dedicados ao artesanato, além de entidades institucionais e representantes do sector empresarial.
O evento decorreu durante dois dias no Jardim Luís Vaz de Camões, na Brandoa, com actividades de gastronomia, artesanato, música, dança, jogos e artes plásticas.
Também as artesãs Bela Lomba e Dulcelina Rodrigues fizeram um balanço positivo da participação na feira, apesar da “fraca venda”, considerando que o evento serviu para divulgar os seus produtos e fazer contactos com outros artistas.
No Dia Nacional da Cultura e Comunidades, assinalado anualmente a 18 de Outubro em Cabo Verde, as duas artesãs residentes em Portugal defenderam maior valorização do artesanato e das outras artes, apelando à criação de espaços e realização de mais feiras em Portugal para exposição e venda dos seus produtos.
FM/CP
Inforpress/Fim
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