
Lisboa, 27 Jul (Inforpress) – O Kova M Festival regressa, de 28 de Julho e 01 de Agosto, à Cova da Moura, para a 11.ª edição, dedicada à promoção de novos talentos musicais e à valorização da cultura da diáspora africana.
Organizado pela Associação Cultural Moinho da Juventude (ACMJ), o evento decorre no polidesportivo da Cova da Moura, na Amadora (Portugal), e oferece entrada gratuita para um programa que inclui concertos, workshops, oficinas de gastronomia, sessões de cinema, actividades desportivas e outras iniciativas culturais dirigidas à comunidade local e ao público em geral.
O coordenador da ACMJ, Jackilson Pereira, afirmou que o principal objectivo continua a ser criar oportunidades para artistas emergentes da Cova da Moura e de outros bairros periféricos.
"Queremos continuar a ser o palco que descobre talento e dá oportunidade a artistas em início de carreira aqui da zona", afirmou.
Criado em 2012, o Kova M Festival nasceu para valorizar a cultura da diáspora africana e proporcionar um espaço de convívio e expressão artística, complementando outras iniciativas promovidas pela associação, como a tradicional Kola San Jon, ligada às festas populares cabo-verdianas.
Segundo a organização, o festival pretende afirmar-se como uma referência cultural da Amadora, atraindo visitantes de todo o concelho e dando visibilidade à criatividade artística de um dos maiores e mais antigos bairros com população migrante do País, onde reside uma expressiva comunidade de origem cabo-verdiana.
O festival decorre diariamente entre as 15:00 e as 23:00, sendo os primeiros três dias dedicados a oficinas, workshops e actividades de grupo, enquanto os dias 31 de Julho e 01 de Agosto serão reservados aos concertos.
A organização espera receber entre 1.500 e 2.000 pessoas em cada um dos dois dias dedicados aos espectáculos musicais.
O cartaz inclui actuações de Elji Beatzkilla, DJ Barata, Toru & Banda PNMB, General Mucuemba, Blacka, Ghoya e Rei Helder, no dia 31 de Julho, seguindo-se, a 01 de Agosto, os concertos de SAMBA KF, Rods Wires, Mynda Guevara, Dennyh, Batuke Finka Pé e Landim.
A edição deste ano decorre sob o lema "Um outro mundo é possível, se a gente quiser", frase da psicóloga e activista belga Godelieve Meersschaert (1945-2026), fundadora da Associação Cultural Moinho da Juventude, homenageada pelo seu contributo para o desenvolvimento social da Cova da Moura.
Jackilson Pereira recordou que Meersschaert desempenhou um papel determinante na valorização do bairro e na criação de oportunidades para os jovens da comunidade, considerando-a uma das principais responsáveis pelo reconhecimento social da Cova da Moura.
Depois da interrupção provocada pela pandemia da covid-19 e suspensão da edição de 2025 por dificuldades financeiras, o festival regressa este ano com uma programação diversificada, apesar do aumento dos custos de organização.
"Actualmente o orçamento é quatro ou cinco vezes superior ao que era em 2012. Para uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) é difícil manter um evento desta dimensão", afirmou Jackilson Pereira.
FM/HF
Inforpress/Fim
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