
Lisboa, 29 Jul (Inforpress) – O Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, promove na sexta-feira um programa dedicado ao Dia Nacional do Batuque e ao Dia da Mulher Africana, destacando o papel das mulheres na preservação do património cultural cabo-verdiano.
A iniciativa, organizada em parceria com o músico Jair de Pina, a Associação Maense em Portugal (AMP), o grupo Batucadeiras Bandeirinhas Panafrikanistas, liderado por Ilda Vaz, e o grupo Tabanca na Diáspora, dirigido por Cristina Tavares, decorre entre as 18:30 e as 20:30, nas instalações do CCCV, em Lisboa (Portugal).
Segundo a organização, o evento pretende assinalar estas duas datas de “grande simbolismo” para Cabo Verde e para a África, mas também duas outras manifestações culturais do arquipélago, a tabanca, que está muito associada ao batuque e o funaná.
O Dia Nacional do Batuque, celebrado anualmente a 31 de Julho, destaca o contributo da mulher cabo-verdiana para a preservação de uma das manifestações culturais mais tradicionais e ancestrais de Cabo Verde.
No mesmo dia assinala-se, igualmente, o Dia da Mulher Africana, data instituída em 1962 pela Organização Pan-Africana das Mulheres para destacar a força e resiliência da mulher africana e o seu contributo nas lutas pelas independências dos territórios coloniais e no desenvolvimento de África.
O programa inclui um workshop de percussão orientado por Jair de Pina, actuações das Batucadeiras Bandeirinhas Panafrikanistas e do grupo Tabanca na Diáspora, além de um momento dedicado ao funaná, com a participação dos músicos Filipe Caneca, no acordeão, e Edson Évora, na guitarra e voz.
De acordo com responsáveis do CCCV, mediante o pagamento de entrada de 10 euros, cuja receita reverterá integralmente para os artistas participantes, o público poderá assistir a um evento que destaca e celebra estas manifestações culturais que estão classificadas no inventário nacional do património imaterial cultural cabo-verdiano.
FM/HF
Inforpress/Fim
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