
Porto Novo, 08 Jan (Inforpress) – Agricultores em alguns vales do Porto Novo conseguiram, em Novembro e Dezembro, “boas colheitas de produtos”, com destaque para o tomate, informou o Projecto Estratégias Agroecológicas para uma Agricultura Resiliente na África Ocidental (CIRAWA, na sigla inglesa).
Um levantamento feito no quadro do projecto CIRAWA, que está a ser implementado em Santo Antão desde 2023, concluiu que, nos últimos dois meses de 2025, “algumas grandes colheitas foram possíveis” em alguns vales agrícolas do município do Porto Novo.
A título de exemplo, a direcção deste projecto destacou o agricultor Jailson Monteiro, no vale da Ribeira dos Bodes, que ficou satisfeito com a colheita de tomate, o mesmo acontecendo com Adilson Gomes, na Ribeira Fria, que teve "uma colheita bem-sucedida" de tomate e pimenta.
Em Alto Mira, o projecto enalteceu o facto de o agricultor Armindo Cosme colher cebola verde.
O município do Porto Novo tem sido referenciado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente como sendo o maior produtor de horticultura no contexto da ilha de Santo Antão.
Porto Novo constitui o maior centro de produção de hortícolas no contexto de Santo Antão graças às políticas adoptadas na mobilização e redução dos custos de água e ainda na massificação da rega gota a gota, refere este ministério.
O projecto CIRAWA, que está a ser implementado desde 2023 em Santo Antão, tem permitido aos agricultores desenvolverem novas práticas de base agro-geológica que se baseiam no conhecimento local e científico existente para ajudar a criar cadeias de abastecimento alimentar mais resistentes.
Em Cabo Verde, o projecto tem como parceiras o Ministério da Agricultura e Ambiente, associações locais e as câmaras municipais nas ilhas de intervenção.
O CIRAWA recebe uma subvenção total de 6,9 milhões de euros da Comissão Europeia no âmbito do Horizonte Europa, ao abrigo do programa “Abordagens agroecológicas nos sistemas agrícolas africanos” para desenvolver estratégias agroecológicas inovadoras para construir resiliência climática na África Ocidental.
JM/AA
Inforpress/Fim
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