
Porto Novo, 05 Set (Inforpress) – A escassez de mão de obra pode comprometer o futuro da agricultura no município do Porto Novo, em Santo Antão, alertaram hoje os agricultores locais, que pedem ao Governo medidas que impeçam o êxodo dos jovens.
Na Ribeira dos Bodes, o porta-voz dos agricultores, Henrique da Luz, disse que a falta de trabalhadores para a agricultura está a deixar os lavradores preocupados, admitindo que este problema pode comprometer a agricultura no vale.
“Nesta altura, a nossa principal inquietação tem a ver com falta de mão de obra, não temos trabalhadores para a agricultura, o que nos deixa muito preocupados em relação ao futuro da agricultura na Ribeira dos Bodes”, precisou a mesma fonte.
Na Ribeira das Patas, a saída dos jovens para outras ilhas e emigração deixou o vale agrícola com défice de trabalhadores para a agricultura e outros sectores da economia local, explicou o representante da associação para o desenvolvimento integrado desta localidade.
Caso os jovens continuem a sair, daqui a pouco tempo será difícil encontrar trabalhadores para a faina agrícola em Alto Mira e na Ribeira da Cruz, segundo as respectivas associações de agricultores, que pedem ao Governo medidas para reter a juventude no interior do Porto Novo.
No caso de Alto Mira, o representante dos agricultores, Ederlino Fortes, destacou a falta de mão de obra como o principal desafio que se coloca à classe neste vale agrícola.
Na Ribeira da Cruz, de acordo com a associação dos agricultores, além da emigração dos jovens para outras ilhas e estrangeiro, o serviço militar obrigatório tem contribuído para deixar esta zona sem jovens e, logo, sem força de trabalho.
O líder dos agricultores, Vanderley Rocha, aproveitou uma recente visita à Ribeira da Cruz do Presidente da República à Ribeira para manifedtar essa preocupação e pedir ao chefe de Estado que intercedesse junto do Governo na procura de soluções ao problema de falta de mão de obra nas zonas rurais.
A Aliança dos Produtores Agrícolas de Santo Antão tem estado a alertar também para a escassez de trabalhadores para a agricultura, facto que pode por em risco esta actividade nos diferentes vales agrícolas.
As associações de agricultores sugerem como uma das medidas a atribuição de parcelas aos jovens para cultivo, como aconteceu em Casa de Meio e Chã de Mato/Ponte Sul, onde várias dezenas de jovens já cultivam parcelas doadas pelo Estado.
Esta pode ser uma forma de reter os jovens nas suas localidades, segundo o produtor agrícola Jailson Monteiro, que pede ainda a mobilização de água.
JM/AA
Inforpress/Fim
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