
Porto Novo, 02 Set (Inforpress) - A edilidade porto-novense reconheceu hoje a existência, nesta altura, de famílias em situação de risco e de vulnerabilidade extrema, como consequência das cheias que fustigaram Porto Novo, em Agosto.
Numa nota divulgada por ocasião do Dia do Município, 02 de setembro, a Câmara Municipal do Porto Novo disse que a tempestade deixou "um rasto de destruição" no concelho, com estradas cortadas, comunidades isoladas, infra-estruturas comprometidas, trilhos destruídos, problemas em redes de abastecimento de água, habitações danificadas e famílias em situação de risco.
A autarquia garante que tem feito "tudo o que está ao seu alcance", para repor a normalidade e resolver as situações de maior emergência, tanto na cidade como no interior do município.
A câmara municipal reconheceu a contribuição de pessoas individuais, de outras câmaras, parceiros institucionais, igrejas, associações comunitárias e organizações da sociedade civil na resolução dos problemas causados pelas chuvas.
Neste dia, em que Porto Novo celebra mais um aniversário da sua criação, o executivo enalteceu "o contribuído incansável" dos porto-novenses "na construção do município".
Ao longo desses anos, sublinhou a mesma fonte, Porto Novo tem conhecido "ganhos relevantes que têm impulsionado o seu desenvolvimento, particularmente na construção de infra-estruturas e equipamentos de natureza variada", contribuindo assim para "um crescimento, mais ou menos, ordenado e equilibrado do território".
A edilidade destaca os investimentos realizados na construção de estradas de penetração, na valorização dos espaços públicos, através da requalificação urbana, na produção e fornecimento de água potável às famílias e na mobilização de água para a agricultura e pecuária.
Com uma economia assente na agricultura, pesca e na pecuária, mas também nos serviços e em alguma indústria, o município do Porto Novo tem como "principal desafio estrutural" a criação de empregos e outras fontes de rendimento para as famílias de forma sustentável, adiantou a fonte.
O objectivo é reter a população jovem que tem procurado oportunidades em outras ilhas e no estrangeiro.
"Estamos igualmente a trabalhar para ajudar a resolver os persistentes problemas ligadas à saúde e à habitação, mas também ao saneamento", garante a câmara municipal, que se diz engajada na criação de um ambiente favorável para atrair investimentos públicos e privados no município, capazes de dinamizar a economia e gerar empregos.
JM/CP
Inforpress/Fim
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