
Porto Novo, 16 Out (Inforpress) – A actividade agrícola de regadio na Ribeira das Patas, a maior bacia hidrográfica do município do Porto Novo, pode ganhar nos próximos dias um novo alento com o reforço do caudal das nascentes pelas recentes chuvas.
A previsão é da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), que acredita que, pela grande quantidade de chuvas registada nesta semana neste vale agrícola, a agricultura de regadio deve ganhar novo fôlego com o aumento da disponibilidade de água disponibilizada a partir das nascentes.
O líder da ADIRP, Arlindo Delgado, reconheceu que as chuvas ocorreram numa altura em que "o desânimo estava a tomar conta dos agricultores" devido à redução drástica do caudal das nascentes, numa localidade muito atingida pelos efeitos das alterações climáticas.
Este responsável confirmou que os agricultores estão muito animados com a queda de muita chuva na Ribeira das Patas, perspectivando um novo alento à actividade agrícola nessa bacia, muito afectada pela seca nos últimos anos, com impacto negativo na produção da água.
A ADIRP tem estado a defender a necessidade de avançar com o projecto de ordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira Das Patas, na forja desde 2018, por priorizar a mobilização de água e correcção torrencial.
As associações de agricultores do Porto Novo têm, igualmente, manifestado o desejo de o Governo colocar na agenda o ordenamento das bacias hidrográficas neste concelho, defendendo que o futuro da agricultura neste município passa pelo ordenamento dos vales agrícolas.
Além da Ribeira das Patas, tem-se falado também na possibilidade do ordenamento da bacia hidrográfica de Jorge Luís/Ribeira da Cruz, onde a escassez de água tem sido também uma preocupação.
A Associação dos Agricultores de Jorge Luís informou que a classe aguarda com “grande expectativa” o ordenamento desta bacia, propondo que seja priorizada a mobilização de água.
Em relação à Ribeira das Patas, a Inforpress soube que existe a possibilidade de as acções consideradas prioritárias serem financiadas no quadro de um pacote a cargo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), co-financiado pelo Programa das Pequenas Subvenções do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF-SGP).
JM/CP
Inforpress/Fim
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