
Porto Novo, 18 Mar (Inforpress) – Os agricultores no município do Porto Novo, em Santo Antão, estão a braços com o problema de mão de obra para as safras de batata comum e de cana sacarina, apurou a Inforpress juntos dos produtores agrícolas.
Em alguns vales, a actividade agrícola está quase paralisada devido à falta de trabalhadores, avançaram os agricultores, que alertaram para a eventualidade de, no caso da safra de cana sacarina, não poderem cumprir prazo estipulado pela legislação sobre a industrialização da aguardente.
Os agricultores têm até 31 de Maio para terminar a produção do grogue, tendo avisado que a escassez de mão de obra está a condicionar esta actividade.
Também, a nível da colheita de batata comum, os produtores estão a enfrentar o problema de trabalhadores, segundo o agricultor Amandy Fortes, de Martiene, o vale que é considerado o maior produtor deste tubérculo.
Este agricultor disse que tem sido cada vez mais difícil encontrar trabalhadores para a faina agrícola em Martiene, como em todo o concelho do Porto Novo.
As associações de agricultores das diferentes localidades têm estado a mostrar a sua preocupação em relação à falta de mão de obra, avisando que este problema está a comprometer a agricultura no município do Porto Novo.
Em Alto Mira, segundo o líder dos agricultores, a ausência de trabalhadores representa, nesta altura, o maior desafio que se coloca ao sector agrícola neste vale.
Da mesma forma, as associações de agricultores no Tarrafal de Monte Trigo e na Ribeira das Patas dizem-se igualmente preocupadas com a falta de trabalhadores no sector agrícola considerando que este facto está relacionado com o êxodo rural.
JM/CP
Inforpress/Fim
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