Polícia Nacional: 20.ª reunião do Conselho de Comandos recomenda reforço da operacionalidade

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Polícia Nacional: 20.ª reunião do Conselho de Comandos recomenda reforço da operacionalidade
20/03/26 - 09:24 pm

Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) – A 20.ª reunião do Conselho de Comandos da Polícia Nacional resultou em várias recomendações visando melhorar o funcionamento dos serviços, potenciar os ganhos alcançados, reduzir ocorrências, reforçar o planeamento operacional e a gestão dos recursos humanos.

O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, que falava à imprensa após presidir à cerimónia de encerramento, tendo avançado que as recomendações reflectem a análise do desempenho registado no ano anterior e as perspectivas para o ano em curso, com enfoque na melhoria contínua da actuação da Polícia Nacional.

“Saíram várias recomendações a nível do funcionamento dos serviços, da melhoria dos serviços, da forma como os ganhos alcançados devem ser potenciados, seja a nível da redução das ocorrências, a nível do planeamento operacional, a nível da gestão dos recursos humanos, dos recursos materiais”, precisou.

Segundo o governante, durante o encontro foram aprovados instrumentos estratégicos fundamentais, entre os quais a directiva operacional da PN para 2026, o plano de actividades e o plano operacional, abrangendo tanto a vertente operacional como a componente administrativa.

Foi, igualmente, aprovada uma directiva para as eleições legislativas deste ano, que define o modo de actuação da Polícia Nacional, as responsabilidades dos departamentos e as medidas necessárias para garantir a segurança e a normalidade do processo eleitoral.

Paulo Rocha sublinhou que o reforço da capacidade operacional da Polícia Nacional passa, também, pelo investimento em recursos humanos e materiais.

Neste sentido, referiu a recente formação de cerca de 200 novos efectivos, que irão reforçar as unidades policiais do país, bem como um plano de aquisição de meios de mobilidade em fase de conclusão.

“A mobilidade é sempre importante para a operacionalidade e estamos bem, mas não é um processo concluído, é sempre uma busca de melhor eficácia, de ter mais e melhores meios para que se tenha mais e melhor operacionalidade”, referiu.

Entretanto reconheceu a crescente exigência sobre a Polícia Nacional, tendo defendido, a necessidade de um processo contínuo de modernização e reforço de meios, com vista a garantir maior eficácia e capacidade de resposta.

Quanto ao desempenho da corporação, Paulo Rocha manifestou satisfação, destacando a dedicação dos profissionais que, diariamente, asseguram a protecção da sociedade.

“Se não estivermos satisfeitos, estaremos a ser injustos, temos de reconhecer a dedicação diária dos homens e mulheres que estão na linha da frente, que defendem a sociedade, porque sem a polícia não existe sociedade e a polícia tem feito um trabalho extraordinário, que devemos todos reconhecer”, apontou.

Na ocasião, adiantou que foi recentemente aprovada, em Conselho de Ministros, uma alteração ao Estatuto da Polícia Nacional, que aguarda promulgação.

A revisão contempla, entre outros aspectos, o subsídio de risco para todos os efectivos e a criação de dois postos na categoria de agente e subchefe, com o objectivo de corrigir situações pendentes.

Acrescentou ainda que o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) da Polícia Nacional deverá ser analisado e discutido ao longo deste ano.

AV/HF

Inforpress/Fim

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