Paróquia de São Filipe homenageia avós e idosos e destaca o seu papel na construção da sociedade

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Paróquia de São Filipe homenageia avós e idosos e destaca o seu papel na construção da sociedade
26/07/26 - 04:26 pm

Cidade da Praia, 26 Jul (Inforpress) – A Paróquia de São Filipe Apóstolo homenageou hoje os avós e idosos da comunidade paroquial, pelo reconhecimento e contributo dado à sociedade, que continuam a ser referências indispensáveis para as novas gerações.

As declarações foram feitas pelo pároco da Paróquia de São Filipe Apóstolo, Elias Manuel Borges no âmbito das celebrações do Dia dos Avós, assinalado hoje, onde os idosos foram homenageados no contexto do jubileu promovido pela Igreja.

Segundo o sacerdote, a iniciativa pretende transmitir uma mensagem de reconhecimento e gratidão às pessoas da terceira idade, salientando que desempenharam um papel determinante na construção da sociedade e que o seu contributo continua a merecer respeito e valorização.

Elias Manuel Borges explicou que esta celebração integra um ciclo jubilar promovido pela Diocese, que decorrerá até 2033, ano em que serão assinalados os 500 anos da sua criação.

O objectivo é celebrar diferentes jubileus como momentos de alegria, acção de graças e renovação da esperança, recordando a presença permanente da graça de Deus na vida da Igreja e dos fiéis.

“Jubileu são momentos de alegria, de festa e de esperança, e a Igreja tem a missão de anunciar essa alegria, ajudar o povo a viver essa alegria dentro desse contexto histórico, as vezes marcados por desafios, calamidades e dificuldades, humanas, sociais e naturais, mas como um motor de esperança”, sublinhou.

Questionado sobre a forma como os idosos são tratados na sociedade actual, o sacerdote manifestou preocupação perante a realidade actual, sobretudo no mundo ocidental.

Segundo referiu, em muitos casos os idosos são valorizados apenas enquanto permanecem activos no mercado de trabalho e, posteriormente, acabam por ser afastados do convívio familiar, permanecendo em lares ou instituições.

Por outro lado, o contexto africano e cabo-verdiano, reconheceu que os idosos continuam a ocupar um lugar de destaque nas famílias e nas comunidades, embora tenha alertado para sinais de mudança e com uma forte tendência europeia.

“Em Cabo Verde ainda estamos a conservar, mas há uma tendência para o enfraquecimento. É necessário voltar às origens, daquilo que é o idoso africano, o ancião, a anciã e valorizá-los porque eles ligam o passado e o presente e abracem com esperança uma janela para o futuro, para a sociedade de hoje e para amanha”, concluiu.

AV/HF

Inforpress/Fim

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