
Cidade da Praia, 09 Jan (Inforpress) – O deputado do Movimento para a Democracia (MpD-poder), Emanuel Barbosa, disse hoje, no parlamento, ser “impossível” falar da consolidação democrática de Cabo Verde sem reconhecer o papel determinante deste partido como protagonista da transição e “garante da abertura política”.
O parlamentar afirmou ainda que o MpD é o “arquitecto institucional” do Estado de Direito moderno, plural e funcional que hoje se vive em Cabo Verde.
Emanuel Barbosa fez estas considerações na declaração política em nome da sua bancada, a quatro dias da comemoração dos 35 anos da realização das primeiras eleições livres e democráticas, nas quais participaram mais do que um partido político.
“O 13 de Janeiro de 1991 não é apenas uma data histórica. É um momento fundador da nossa consciência colectiva”, apontou Barbosa, para quem foi o dia em que Cabo Verde escolheu, com “clareza e coragem”, a liberdade, o pluralismo político, o Estado de Direito e a supremacia das instituições sobre a vontade de qualquer homem ou grupo.
Para o deputado do MpD, esse dia não foi uma concessão graciosa, mas sim “uma conquista arrancada com luta, resistência e determinação”.
“Foi o início de um novo contrato político assente na dignidade da pessoa humana”, enfatizou Emanuel Barbosa, referindo-se ao 13 de Janeiro de 1991.
Acusou o PAICV de “atacar persistentemente” a democracia cabo-verdiana “sempre que a verdade deixa de ser critério de acção pública”.
Na perspectiva do deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) António Monteiro, o 13 de Janeiro significa recordar a história política do país, desde a independência até hoje.
António Monteiro lembrou algumas pessoas que se destacaram no processo da democratização de Cabo Verde que, salientou, três meses depois da independência do país iniciaram a construção de um partido democrático cristão, a UCID.
“A estes cabo-verdianos temos que lhes render a nossa singela homenagem”, apelou Monteiro, concluindo que esquecer estas pessoas seria uma “grande ingratidão”.
LC/ZS
Inforpress/Fim
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