
Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) – A presidente do INSP alertou hoje que apesar dos avanços no controlo do paludismo a entrada de casos importados “é praticamente inevitável”, tendo em conta a mobilidade constante de pessoas, incluindo turistas e cidadãos em viagens internacionais.
A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) explicou que os casos autóctones são acompanhados no âmbito de um processo contínuo de vigilância epidemiológica, uma vez que persistem vulnerabilidades associadas à presença do mosquito vector e às condições climáticas favoráveis à sua proliferação.
Maria da Luz Lima fez estas considerações na abertura de uma mesa-redonda, subordinada ao tema “Vulnerabilidades e desafios na erradicação do paludismo - manter Cabo Verde livre, um compromisso de todos”, no âmbito das celebrações do Dia Mundial de Luta Contra o Paludismo, assinalado a 25 de Abril.
Segundo a responsável, a entrada de pessoas infectadas no território nacional representa um risco real.
Isto porque, caso o mosquito transmissor esteja presente e encontre ambientes propícios, pode picar um indivíduo infectado e, posteriormente, transmitir a doença a outras pessoas, criando cadeias locais de transmissão.
Neste sentido, sublinhou que existe sempre a possibilidade de ocorrência de surtos ou mesmo epidemias, caso não sejam mantidas medidas “rigorosas e permanentes de prevenção e controlo”.
Defendeu, por isso, a necessidade de reforçar a vigilância em todo o país, com especial atenção dos profissionais de saúde ao diagnóstico precoce e à comunicação rápida de eventuais casos.
“O objectivo é garantir uma resposta imediata que impeça a propagação da doença”, defendeu a presidente do INSP.
A responsável destacou ainda o saneamento básico como a principal linha de defesa, sublinhando que a eliminação de focos de reprodução de mosquitos é determinante. “Se não há lixo nem criadouros, não há mosquitos; se não há mosquitos, não há doença”, reforçou, sintetizando a importância da prevenção ambiental.
No plano institucional, referiu que a resposta ao paludismo é assegurada por um trabalho multissetorial e multidisciplinar, integrado num plano pós-eliminação em implementação.
Segundo Maria da Luz Lima, existe uma equipa que se reúne regularmente para avaliar a evolução das ações no terreno e garantir uma coordenação eficaz entre os diferentes serviços, assegurando prontidão perante qualquer eventualidade.
Por sua vez, a representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrand, disse que o país mostrou que é possível erradicar o paludismo e, que agora, é não uma conquista histórica e continuar a inspirar outras nações africanas no caminho num futuro livre de malária.
LC/AA
Inforpress/Fim
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