
Assomada, 24 Jan (Inforpress) – A CPR do PAICV saiu hoje em defesa do presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina e acusou o MpD de promover um ataque político sistemático à governação municipal, através de “insinuações infundadas, desinformação e oportunismo político”.
A posição foi expressa numa conferência de imprensa realizada no âmbito do direito de resposta às declarações proferidas pelo Conselho Regional do MpD no passado dia 22 de Janeiro.
A comunicação foi feita pelo porta-voz da Comissão Política Regional (CPR) do PAICV de Santiago Norte, José Carlos Brito, membro da Comissão Política Regional e líder da bancada do PAICV na Assembleia Municipal de Santa Catarina.
Segundo a CPR do PAICV, desde que o município passou a ser governado pelo partido, o MpD adoptou uma postura de ataque, bloqueio e tentativa de descredibilização da liderança municipal, em prejuízo dos legítimos interesses de Santa Catarina.
No que se refere à recente deslocação do presidente da câmara municipal a Portugal, o PAICV esclareceu que a viagem ocorreu no âmbito de uma missão oficial de serviço, integrada nas comemorações dos 128 anos da restauração do município do Cadaval, parceiro histórico de Santa Catarina.
De acordo com a CPR, a deslocação foi oficial, pública e transparente, tendo sido amplamente divulgada nos canais institucionais da Câmara Municipal e enquadra-se numa estratégia de reforço da cooperação descentralizada e de mobilização de parcerias estratégicas.
A estrutura regional do PAICV sublinhou ainda que o autarca aproveitou a mesma deslocação para manter encontros com a diáspora santa-catarinense, residente em Portugal, valorizando o seu papel no desenvolvimento do município e do país, numa lógica de optimização dos recursos públicos.
A CPR acusou igualmente o MpD de manter uma postura “hostil e revanchista”, privilegiando o ruído político em detrimento de soluções concretas para o desenvolvimento local, bem como de desvalorizar a diáspora, considerada pelo partido como um pilar essencial de Santa Catarina.
Nessa conferência de imprensa, o PAICV considerou “particularmente grave” que dirigentes ligados ao MpD, após 16 anos de governação municipal, assumam agora um discurso moralista sobre a gestão dos recursos públicos, lembrando que a actual equipa herdou uma câmara endividada e fragilizada.
A Comissão Política Regional estranha ainda que se fale, actualmente, em racionalização de gastos, quando, segundo afirma, antigos governantes realizaram deslocações em funções públicas sem impactos concretos para o município.
O PAICV criticou também o papel do actual porta-voz do MpD, que exerce funções de assessor especial do Governo, acusando-o de tentar minar a credibilidade da gestão municipal, apesar dos resultados apresentados em apenas um ano de mandato.
Segundo a CPR, Armindo Freitas governa num contexto difícil, marcado por dívidas acumuladas e por constrangimentos ao nível de investimentos e apoios do Governo central.
Ainda assim, destaca avanços registados nas infra-estruturas, no reforço da acção social, na recuperação da credibilidade institucional e na aproximação às comunidades da diáspora.
A Comissão Política Regional do PAICV, em Santiago Norte, reafirmou que o presidente da câmara municipal é um servidor público “sério, comprometido e transparente” e apelou ao MpD para que abandone a política de confronto permanente, respeite a vontade popular expressa nas urnas e contribua para um clima de cooperação em prol do desenvolvimento de Santa Catarina.
MC/HF
Inforpress/Fim
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