Outubro Rosa: UNTC-CS defende protecção social inclusiva e condições de trabalho dignas para todas as mulheres

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  Outubro Rosa: UNTC-CS defende protecção social inclusiva e condições de trabalho dignas para todas as mulheres
15/10/26 - 06:23 pm

Cidade da Praia, 15 Out (Inforpress) – A secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida, afirmou hoje que nenhuma trabalhadora deve ser penalizada por procurar prevenir uma doença, defendendo uma protecção social inclusiva e condições de trabalho dignas para todas as mulheres.

A posição foi manifestada durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito da iniciativa Outubro Rosa, à qual a UNTC-CS se associa para promover acções de prevenção, diagnóstico precoce e sensibilização da sociedade para a importância dos cuidados de saúde.

 

Segundo Joaquina Almeida, o cancro da mama não é apenas uma questão de saúde pública, mas também social, económica, laboral e de igualdade de género, uma vez que afecta mulheres em plena vida activa, que trabalham, sustentam famílias e contribuem diariamente para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Neste sentido, afirmou que a central sindical se associa à mobilização nacional pelo rastreio do cancro da mama, reafirmando o seu compromisso com a prevenção, o diagnóstico precoce e a defesa dos direitos da mulher, em particular da mulher trabalhadora.

Para além do sofrimento causado pela doença, a sindicalista alertou para as consequências económicas e laborais, nomeadamente a perda de rendimentos, as ausências prolongadas ao trabalho e o risco de perda do emprego, tanto para as doentes como para as famílias que as acompanham.

No seu entender, o combate ao cancro da mama deve envolver os serviços de saúde, as instituições de protecção social, os empregadores e as organizações sindicais.

Para tal, propôs o rastreio gratuito e acessível para que nenhuma mulher deixe de realizar exames por falta de recursos financeiros, faltas remuneradas para rastreio e exames médicos, protecção do emprego durante o tratamento das mulheres da economia informal e apoio às famílias que acompanham os doentes.

Para as mulheres que labutam no sector informal, defendeu que as mesmas devem ter o apoio do Governo através da acção social, já que grande parte não contribui para a segurança social.

“A prevenção não pode terminar à porta do local de trabalho, deve integrar as políticas de segurança e saúde ocupacional, porque proteger a saúde dos trabalhadores é também defender o trabalho digno e a igualdade de oportunidades”, acrescentou.

Na ocasião assegurou que a central sindical assumiu o compromisso de transformar essas preocupações em acção sindical concreta, levando as propostas ao Conselho de Concertação Social e mobilizar os sindicatos filiados para reforçar a informação, a sensibilização e a participação dos trabalhadores nesta causa.

“Apelamos ao Governo, ao INPS, aos empregadores e às demais instituições competentes para que assumam as suas responsabilidades e garantam respostas concretas, coordenadas e acessíveis”, referiu.

Para a UNTC-CS, a saúde dos trabalhadores é um direito, não um favor, pelo que nenhuma mulher deve enfrentar a doença sozinha, nem nenhuma trabalhadora deve ser penalizada por procurar prevenir uma doença.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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