Ordenamento do Território: Cartografia dos riscos climáticos deve orientar decisões com impacto na vida dos cidadãos - INGT

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Ordenamento do Território: Cartografia dos riscos climáticos deve orientar decisões com impacto na vida dos cidadãos - INGT
05/11/26 - 01:45 pm

Cidade da Praia, 05 Nov (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT), Jeiza Barbosa, defendeu hoje que a cartografia dos riscos climáticos deve ajudar na tomada de decisões que possam beneficiar directamente a qualidade de vidas das pessoas.

Ao falar na abertura do evento de divulgação da Cartografia Detalhada dos Riscos Climáticos ao Nível dos Municípios de Cabo Verde, na cidade da Praia, Jeiza Barbosa explicou que o trabalho permite identificar as áreas mais expostas aos perigos climáticos e compreender a vulnerabilidade das populações, habitações, infra-estruturas e actividades económicas.

“Estamos perante um instrumento que aproxima o conhecimento científico das necessidades concretas do território e das decisões que influenciam a segurança, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas”, afirmou.

Segundo Jeiza Barbosa, a conjugação de informações sobre perigosidade, exposição e vulnerabilidade permite identificar a distribuição dos riscos no país e estabelecer prioridades de intervenção, prevenção e adaptação às alterações climáticas.

“Planear sem considerar os riscos pode aumentar a exposição das populações, agravar as vulnerabilidades existentes e gerar custos económicos e sociais significativos no futuro” alertou aquela responsável, para quem é fundamental que os dados sejam incorporados nos instrumentos de gestão territorial, no planeamento urbano e nas decisões dos municípios.

A presidente do INGT salientou, contudo, que a elaboração dos mapas representa apenas uma etapa, uma vez que o seu impacto dependerá da utilização efectiva da informação pelas instituições e da adopção de medidas concretas de prevenção e adaptação.

Por sua vez, o embaixador do Luxemburgo, Jean-Marie Frentz, considerou a cartografia não apenas um projecto técnico, mas uma ferramenta estratégica para melhorar o planeamento e promover investimentos mais seguros e resilientes às alterações climáticas.

O diplomata sublinhou que os mapas podem apoiar os governos, municípios e serviços técnicos na identificação das zonas de maior risco e na definição de prioridades de investimento, incluindo na localização de infra-estruturas e serviços públicos.

A iniciativa contou com o financiamento do Luxemburgo, no quadro do Programa de Acção Climática, e envolveu especialistas e instituições nacionais e internacionais, tendo a equipa da Universidade de La Laguna assegurado a componente técnica do processo.

A totalidade dos mapas e dados geoespaciais georreferenciados já se encontra disponível para consulta pública na plataforma digital da Infra-estrutura de Dados Espaciais de Cabo Verde (IDE-CV), gerida pelo INGT.

O evento público foi presidido pelo ministro das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Carlos Tavares, e contou com as presenças de representantes de instituições públicas, autarquias locais, parceiros de desenvolvimento, universidades e organizações profissionais.

DR/CP

Inforpress/Fim

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