
Cidade da Praia, 03 Mai (Inforpress) – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, alertou hoje para o aumento de ataques contra jornalistas em todo o mundo, defendendo maior protecção da liberdade de imprensa e combate à impunidade.
Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado a 03 de Maio, António Guterres sublinhou que, embora se diga que a verdade é a primeira vítima da guerra, “com demasiada frequência, as primeiras vítimas são os jornalistas que arriscam tudo para relatar a verdade”.
Segundo aquele responsável, os profissionais da comunicação social enfrentam riscos crescentes que vão desde censura e vigilância até assédio legal e morte, sendo muitas vezes deliberadamente visados em zonas de conflito.
O secretário-geral destacou ainda que os últimos anos registaram um aumento acentuado no número de jornalistas mortos, denunciando que 85% dos crimes cometidos contra estes profissionais não são investigados nem julgados, o que considerou um nível de impunidade “inaceitável”.
Na mesma mensagem, apontou que pressões económicas, novas tecnologias e a manipulação activa da informação estão a colocar a liberdade de imprensa sob uma pressão sem precedentes, afectando a confiança pública e a coesão social.
“Quando o acesso à informação fidedigna acaba, a desconfiança ganha raiz. Quando o debate público é distorcido, a coesão social enfraquece”, advertiu.
Para António Guterres, a liberdade de imprensa é essencial para a defesa dos direitos humanos, o desenvolvimento sustentável e a paz, salientando que “toda a liberdade depende da liberdade de imprensa”.
O líder da ONU apelou, por isso, à protecção dos jornalistas e à criação de um ambiente seguro para o exercício do jornalismo, defendendo um mundo onde “a verdade, e as pessoas que dizem a verdade, estejam em segurança”.
O Dia Internacional da Liberdade de Imprensa é comemorado no dia 03 de Maio.
A efeméride foi criada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) através da decisão A/DEC/48/432 de 1993.
A data foi criada para alertar sobre as impunidades cometidas contra centenas de jornalistas que são torturados ou assassinados como consequência de perseguições por informações apuradas e publicadas por estes profissionais.
CM/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar