
Cidade da Praia, 30 Jan (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças defendeu hoje uma integração regional “inteligente”, para responder à criação de empregos qualificados e bem remunerados para os jovens africanos, que apontou como maior desafio do continente da próxima década.
Olavo Correia falava à imprensa no âmbito do seminário sobre Integração Económica Regional e Oportunidades da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) realizado hoje na cidade da Praia pela Ecobank Cabo Verde.
O evento alusivo aos 15 anos de presença no arquipélago, enquanto banco comercial, e 21 anos como banco de transacção, contou com altos representantes do Governo, corpo diplomático, presidentes e CEO de empresas, associações empresariais e media especializada, e teve alto patrocínio do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças.
Na ocasião, o governante afirmou que o continente está perante um “grande desafio”, que é a criação de empregos qualificados para os jovens, pelo que terá de criar na próxima década cerca de 1,2 bilhões de empregos para os jovens.
Citando dados oficiais, Olavo Correia apontou que as estimativas apontam que só vai ser possível criar 400 milhões de empregos, para quem, é preciso mudar o ‘status quo’, para melhorar os resultados.
“A questão que se coloca é como é que nós podemos garantir uma África nova, mais empreendedora, uma África que seja capaz de criar no próprio continente empregos qualificados e bem remunerados para os seus jovens” questionou", defendendo a necessidade de garantir um grande alinhamento entre a ambição e a acção.
Ainda, alertou que é preciso reconhecer que criar empregos qualificados para os jovens africanos é uma urgência, e alinhar a urgência com a burocracia, para que a burocracia seja o mínimo possível.
Para Olavo Correia a integração só será efectiva com investimentos “significativos” em conectividades aéreas e marítimas, bem como, com a eliminação de barreiras comerciais e alfandegárias que dificultam a livre circulação de bens, pessoas e capitais.
“E se nós não investirmos nas conectividades para promover a integração regional, vamos continuar a ter, no caso de Cabo Verde, uma integração regional marginal de contribuintes”, disse.
Para Olavo Correia, a integração regional “não pode ficar como está” e deve evoluir para uma abordagem “inteligente”, adaptada às realidades nacionais.
Segundo afirmou ainda, uma integração bem desenhada aumentará a utilidade de Cabo Verde no espaço regional e continental, beneficiando não apenas o país, mas também a CEDEAO, e o continente africano.
ET/ZS
Inforpress/Fim
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