
Cidade da Praia, 09 Fev (Inforpress) – O Ministério da Saúde assinou hoje, na cidade da Praia, com o Escritório Conjunto do PNUD, UNFPA e UNICEF o Plano de Trabalho Anual (PTA) 2026, no valor de 770 mil dólares (cerca de 72 milhões de escudos).
O documento foi rubricado pelo ministro Jorge Figueiredo, enquanto da parte do Escritório das Nações Unidas foi o seu representante David Matern.
Este Plano de Trabalho, segundo o governante, aposta em quatro eixos fundamentais, a saber: financiamento e gestão alternativos para garantir sustentabilidade; consolidação da saúde materno-infantil e do adolescente; reforço da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos e a promoção da saúde, comunicação de risco e engajamento comunitário.
“Esses eixos estão plenamente alinhados com as prioridades do Governo, nomeadamente no que diz respeito ao financiamento inovador da saúde”, pontuou Figueiredo, acrescentando que se vai “reforçar” a prevenção e protecção dos grupos mais vulneráveis e a eliminação de “práticas nefastas”, nomeadamente a mutilação genital feminina.
Perguntado sobre casos de mutilação genital feminina em Cabo Verde, Jorge Figueiredo não avançou números, mas admitiu que existem práticas que constituem problemas de saúde pública.
Para o governante, na história da mutilação genital há muito sigilo e “comportamentos muito pouco claros relativamente à própria mulher, que não se expõe”.
Na sua perspectiva, os profissionais de saúde devem aproximar-se das mulheres vítimas das referidas práticas e ajudá-las a ultrapassarem essas questões.
“Estamos a fazer a formação de todas as pessoas que trabalham com a saúde da mulher para estarem atentas a sinais de que estejam perante um problema de mutilação genital”, indicou o ministro, que considera as Nações Unidas ser também um bom parceiro de Cabo Verde no domínio da saúde.
Por sua vez, o representante do Escritório Conjunto das Nações Unidas, David Matern, referindo-se ao acordo assinado, destacou a “forte parceria” existente há décadas entre Cabo Verde e o organismo internacional que representa.
Para Matern, os fundos mobilizados vão contribuir para fortalecer ainda mais a saúde sexual e reprodutiva em Cabo Verde.
LC/ZS
Inforpress/Fim
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