
Cidade da Praia, 05 Fev (Inforpress) - O ministro do Mar propôs hoje a criação de uma Comissão Mista de Economia Azul e uma Câmara de Comércio Cabo Verde–Marrocos, reforçando investimento, cooperação empresarial e integração regional no sector das pescas africanas.
Jorge Santos falava na abertura da segunda edição da “Seafood 4 África”, em Dakhla (Marrocos).
O governante sublinhou que estas estruturas podem reforçar a transferência de conhecimento, dinamizar parcerias empresariais e acelerar a integração regional no domínio das cadeias de valor pesqueiras.
O encontro decorre sob o lema “Construindo cadeias de valor pesqueiras africanas sustentáveis, inovadoras e de alto desempenho”.
Jorge Santos destacou que o tema reflete os principais desafios e oportunidades do continente, que dispõe de vastos recursos haliêuticos, capital humano jovem e grande potencial ainda por explorar na criação de valor, emprego qualificado e riqueza ao longo de toda a cadeia produtiva.
O ministro realçou o caráter integrado da “Seafood 4 África”, que conjuga reflexão estratégica, exposição tecnológica e promoção de parcerias.
Considerou que só através da articulação entre políticas públicas eficazes, investimento privado, inovação tecnológica e cooperação regional será possível transformar o setor das pescas num motor de desenvolvimento sustentável em África.
Ao referir-se a Cabo Verde, recordou que o país é um grande Estado oceânico, com mais de 99,3% do território constituído por mar, uma Zona Económica Exclusiva de 734.265 quilómetros quadrados e uma posição geoestratégica relevante no Atlântico.
Por isso, sublinhou, o mar é pilar da economia, factor de segurança alimentar e elemento central da identidade nacional.
Segundo o ministro do Mar, a economia azul representa atualmente mais de 20 por cento (%) do PIB nacional, com destaque para o turismo marítimo e costeiro, transportes e logística marítima, bem como a pesca, transformação e comercialização de produtos pesqueiros, defendendo, contudo, uma maior agregação de valor local através de cadeias de processamento robustas e competitivas.
Jorge Santos identificou ainda três eixos estratégicos para o futuro da economia azul africana, nomeadamente, o desenvolvimento do capital humano, o reforço do financiamento da economia azul e a construção de um sistema portuário regional competitivo, baseado na complementaridade, integração funcional e eficiência logística.
Na mensagem final, reafirmou a disponibilidade de Cabo Verde para colaborar ativamente nas dinâmicas regionais e continentais, promovendo parcerias Sul-Sul, cooperação regional e comércio intra-africano, e sublinhou que encontros como a “Seafood 4 África” são decisivos para consolidar um setor das pescas africanas mais resiliente, inclusivo, competitivo e sustentável.
TC/AA
Inforpress/Fim
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