
Santa Maria, 09 Out (Inforpress) - O ministro do Desporto, António Augusto Duarte, defendeu hoje, em Santa Maria, na ilha do Sal, que o futebol africano deve converter o seu potencial em desenvolvimento económico e social, através de investimento, formação e profissionalização das competições.
Ao discursar no encerramento da Conferência Estratégica da Confederação Africana de Futebol (CAF), António Augusto Duarte salientou que o continente dispõe de talento, criatividade e uma juventude dinâmica, mas enfrenta o desafio de transformar essas capacidades em estruturas sólidas, oportunidades concretas e resultados duradouros.
Na sua intervenção, o governante apontou a formação de jovens jogadores, treinadores e árbitros, a melhoria das infra-estruturas, o desenvolvimento da medicina desportiva e a utilização do conhecimento científico como áreas que exigem investimento contínuo.
O ministro defendeu igualmente uma visão do futebol que ultrapasse os resultados dentro das quatro linhas, tendo em conta o seu contributo para a criação de emprego, a promoção do turismo, a inclusão social e o fortalecimento das comunidades.
Para Duarte, África deve assumir um papel mais activo na criação de valor em torno do futebol mundial, em vez de se limitar a fornecer jogadores talentosos a outros mercados.
Ao abordar a experiência cabo-verdiana, aquele responsável sublinhou o percurso da selecção nacional como demonstração de que a organização, a determinação, o investimento e a confiança nos jovens permitem alcançar níveis elevados de competitividade.
A participação de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, segundo o ministro, representa um momento de orgulho nacional e para o continente africano, devendo também servir de impulso para novas ambições no desenvolvimento do desporto.
Salientou ainda que as conclusões da conferência devem traduzir-se em medidas concretas, através de políticas, programas, investimentos e parcerias, envolvendo governos, federações, clubes, sector privado, organizações internacionais e jovens.
“Devemos sair daqui com uma responsabilidade que não vale. Fazer mais, fazer melhor e fazer, acima de tudo, juntos”, declarou, apelando à cooperação entre as instituições para consolidar uma estratégia de longo prazo para o futebol africano.
O governante manifestou também confiança na capacidade do continente para alcançar o título mundial no próximo mundial, ao afirmar que “é sim possível que o campeão do mundo de 2030 seja um país africano”.
No final, em nome do Governo e do povo cabo-verdiano, agradeceu à CAF, às 54 federações nacionais, aos parceiros e aos participantes pela escolha de Cabo Verde para acolher o encontro que decorre de 07 a 09 corrente, defendendo um futuro para o desporto africano mais unido, inclusivo e próspero.
KF/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar