
Cidade da Praia, 21 Jan (Inforpress) – O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, afirmou hoje que uma política de saúde pública responsável não vive apenas de balanços positivos, mas, sobretudo, da capacidade de antecipar desafios e de preparar o futuro.
Jorge Figueiredo fez essas considerações na cerimónia de empossamento do Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) que teve lugar esta manhã no Salão de Banquetes do Palácio do Governo, onde salientou que Cabo Verde acredita na saúde pública como um “bem estratégico e um pilar do desenvolvimento”.
“Com a instalação do Conselho Consultivo do INSP, o Ministério da Saúde e o Governo reforçam a arquitectura de governação da Saúde Pública, alinhando-a de forma mais rigorosa com os instrumentos nacionais de planeamento e com os compromissos de desenvolvimento assumidos pelo Estado de Cabo Verde”, realçou.
Nesta linha de ideias, afirmou que a governação da saúde exige instituições sólidas, decisões informadas e coragem política para pensar para além do imediato e dos ganhos, visto que ignorar esta realidade e suas consequências, seria “politicamente irresponsável e programaticamente danosa”.
O Conselho Consultivo do INSP foi, segundo aquele titular do sector da Saúde, concebido como instância de consulta técnica qualificada, chamada a apoiar a definição das linhas gerais de actuação do Instituto, assegurando coerência entre produção de conhecimento, decisão pública e resultados mensuráveis em saúde.
Quanto ao papel do INSP, Jorge Figueiredo considerou-a como “revelante” para que o sector possa responder “atempada e eficazmente” à necessidade de políticas públicas baseadas em dados, ciência e avaliação sistemática de resultados.
Face à responsabilidade do INPS na operacionalização da abordagem “Uma Só Saúde”, avançou que a composição multissectorial do Conselho Consultivo reflecte uma opção estratégica e reforça a sua pertinência técnica.
“Do ponto de vista político-estratégico, o Governo espera que este conselho contribua, entre outros, para três objectivos concretos: assegurar o alinhamento efectivo entre os instrumentos estratégicos nacionais (…), reforçar a coordenação institucional no Sistema Nacional de Saúde, promovendo ganhos de eficiência e apoiar a antecipação de riscos emergentes, protegendo os ganhos alcançados”, precisou.
Para finalizar destacou, no seu discurso, que num tempo em que os recursos são escassos e os riscos mais complexos, a saúde pública só se defende com instituições fortes, decisões baseadas em evidência e coragem política visando colocar o interesse colectivo acima de qualquer lógica conjuntural.
PC/HF
Inforpress/Fim
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