Ministro da Saúde promete solução provisória para dificuldades do Bloco Operatório do HUAN (c/áudio)

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Ministro da Saúde promete solução provisória para dificuldades do Bloco Operatório do HUAN (c/áudio)
19/02/25 - 04:00 pm

Cidade da Praia, 19 Fev (Inforpress) – O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, anunciou hoje que serão adoptadas medidas provisórias para minimizar os constrangimentos e dificuldades causados pelas obras no Bloco Operatório do Hospital Universitário Agostinho Neto.

A declaração foi feita pelo governante, após efectuar a sua primeira visita à unidade hospitalar, onde reconheceu os desafios enfrentados e reforçou o compromisso do Governo em encontrar soluções que garantam o normal funcionamento dos serviços.

“Os blocos operatórios não podem estar inativos, vamos encontrar uma alternativa provisória ou transitória para termos os blocos rapidamente a funcionar”, afirmou o governante que assegurou que a medida inclui a possibilidade de articulação com o sector privado.

Questionado sobre as obras em duas salas do bloco operatório, o ministro considerou que a situação exige uma resposta rápida para assegurar que os pacientes continuem a receber os cuidados necessários sem comprometer a qualidade e a eficiência dos atendimentos cirúrgicos.

Avançou que actualmente, dois blocos estão em funcionamento, mas ainda faltam duas salas para que a estrutura esteja totalmente operacional.

Segundo Jorge Figueiredo, a colaboração entre o sector público e privado poderá ser uma alternativa viável, desde que sejam estabelecidos contratos de parceria que beneficiem a população cabo-verdiana e garantam a prestação adequada dos serviços de saúde.

Na ocasião, Jorge Figueiredo reconheceu a necessidade de garantir melhores condições para que as mães possam acompanhar os filhos internados nos hospitais do país e garantiu que o Governo está a trabalhar na implementação do conceito de "hospitais amigos da criança".

O governante afirmou que essa meta já foi alcançada em várias unidades hospitalares do país e que está a ser feita uma avaliação das condições da pediatria do hospital central da capital, sublinhando que os profissionais têm feito o possível para permitir a presença das mães junto das crianças.

“Se há alguma falha ou outra, iremos ver como colmatar, mas vamos avançar e esse é o nosso objectivo, ter hospitais amigos das crianças”, assegurou.

Jorge Figueiredo destacou ainda a importância da criação de um sistema de seguro de saúde, sublinhando que o sector não pode depender apenas da prestação gratuita de cuidados.

Entretanto defendeu que aqueles que têm capacidade financeira devem investir num seguro que lhes permita aceder a diferentes níveis de assistência, enquanto o Estado deve continuar a garantir atendimento às pessoas sem recursos.

Durante a sua visita, realçou também a necessidade de melhorar a comunicação entre profissionais de saúde e população, combater a desinformação e garantir que os cidadãos compreendam os ganhos do sistema de saúde.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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