Ministra defende "necessidade imperiosa” de alargamento da protecção social e espera gestão rigorosa da nova Comissão Executiva (c/áudio)

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Ministra defende "necessidade imperiosa” de alargamento da protecção social e espera gestão rigorosa da nova Comissão Executiva (c/áudio)
16/09/26 - 02:14 pm

Cidade da Praia, 16 Set (Inforpress) – A ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho realçou hoje a “necessidade imperiosa” de alargar a protecção social aos trabalhadores independentes, domésticos e informais, esperando uma gestão rigorosa e transparente da nova Comissão Executiva do INPS.

Intervindo na cerimónia de tomada de posse da nova equipa directiva do Instituto Nacional da Previdência Social (INPS), liderada pelo presidente Emanuel Évora Gomes e pelos administradores Nelson Faria da Conceição e Joanilda Lúcia Silva Alves, Adélcia Almeida sublinhou que a segurança social constitui “um investimento na dignidade das pessoas, na estabilidade das famílias, na coesão social e no futuro do país.

Assinalando o início de um novo ciclo de gestão, a titular da pasta da Inclusão frisou que o tipo de vínculo ou a natureza da actividade profissional “não pode” transformar-se numa barreira que deixa cidadãos desprotegidos, apontando como prioridade absoluta alcançar os estratos laborais que ainda se encontram fora do sistema ou com níveis insuficientes de protecção.

“Assumir a liderança do INPS não é apenas assumir a gestão de uma instituição, é assumir a responsabilidade por um dos pilares fundamentais para o nosso bem-estar social. A segurança social não é apenas um sistema de contribuição e prestação, é um investimento na dignidade das pessoas, na estabilidade das famílias, na coesão social e no futuro do país”, salientou. 

Adicionalmente, a governante enfatizou a vertente do diálogo social e da responsabilidade intergeracional, sublinhando que as decisões futuras não devem ser tomadas de forma isolada. 

Adélcia Almeida apontou que, a partir dos dados técnicos fornecidos pelo estudo actorial, o Governo pretende promover um diálogo sério e responsável com todos os parceiros sociais, assegurando que a responsabilidade intergeracional orientará a acção do executivo, de modo a garantir a sustentabilidade sem nunca descurar a adequação das prestações à justiça social e à protecção das pessoas.

Para acautelar o equilíbrio financeiro face às alterações demográficas e ao aumento da esperança de vida, a ministra destacou a importância de concretizar a actualização do estudo actorial. 

Neste sentido, a governante explicou que o objectivo passa por obter uma base técnica sólida para avaliar a sustentabilidade financeira do sistema, a evolução das receitas e despesas, os compromissos futuros e os diferentes cenários a médio e longo prazo, evitando decisões precipitadas ou reformas construídas apenas para responder ao presente.

No plano institucional, defendeu um INPS “simples”, mais digital, mais eficiente e, sobretudo, mais próximo dos cidadãos, reiterando que a modernização tecnológica deve caminhar a par com o reforço da confiança. 

“Quem contribui precisa confiar que os seus recursos são geridos com rigor”, afiançou, apelando a que a nova liderança imprima “elevados padrões” de transparência e prestação de contas, sem “nunca esquecer” que por detrás dos números, das contribuições, das prestações, dos indicadores financeiros, estão pessoas.

SC/HF

Inforpress/Fim

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