
Cidade da Praia, 22 Dez (Inforpress) – A ministra da Justiça afirmou hoje que 60 por cento (%) dos presos é constituído por ex-consumidores de droga, sublinhando que o combate à criminalidade passa pela prevenção, combate ao tráfico de estupefacientes e recuperação dos reclusos.
Joana Rosa falava aos jornalistas no âmbito do encerramento das celebrações natalícias, que teve lugar na Cadeia Central da Praia.
“Cerca de 60% da população prisional que nós temos foi consumidora de droga e é por isso que nós, ao longo desses anos, temos vindo a trabalhar com o Ministério da Saúde, temos técnicos de reinserção social que trabalham na unidade livre de droga e que acabam por fazer todo o acompanhamento a esses reclusos” disse a governante.
Segundo Joana Rosa, ao longo dos anos o trabalho que tem vindo a fazer é essencialmente com a criação de medidas para combater o acesso às drogas dentro dos estabelecimentos prisionais, referindo que os dados actuais são incomparavelmente melhores face ao passado.
A governante garantiu que o trabalho que se tem feito com os reclusos, na sua recuperação, está a contribuir para a redução da criminalidade e com isso também reduzir a própria reincidência criminal.
Nesse sentido, tem sido feito um investimento significativo na humanização das cadeias, envolvendo técnicos de reinserção social, agentes de segurança prisional, famílias e comunidades, bem como acções para reduzir o estigma social após o cumprimento da pena.
A ministra salientou que todos os reclusos recebem formação profissional durante o período de reclusão, permitindo-lhes sair com um projecto de vida, seja através do auto-emprego ou da integração no mercado de trabalho e garantindo o financiamento dos projectos.
Relativamente às condições prisionais, a ministra informou que a Cadeia Central da Praia recebeu recentemente 48 novas celas, equipadas com sanitários, e dispõe já de espaços para a instalação de pequenas unidades produtivas.
Actualmente, o sistema prisional acolhe cerca de 2.300 reclusos, o que faz com que exista uma superlotação das cadeias, e que constitui uma realidade que, segundo Joana Rosa, acarreta maiores responsabilidades e custos para o Estado.
“O aumento da população prisional acaba por trazer responsabilidades ao Ministério da Justiça que tem de ter mais recursos financeiros para alimentação, para criação de melhores condições”, acrescentou.
Ainda sim, considerou que se trata de um investimento que tem de ser feito, porque recuperar esses jovens é a finalidade.
JBR/HF
Inforpress/Fim
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