Ministra da Justiça assegura que investigações sobre crianças desaparecidas continuam em curso

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Ministra da Justiça assegura que investigações sobre crianças desaparecidas continuam em curso
06/02/26 - 03:10 pm

Cidade da Praia, 06 Fev (Inforpress) - A ministra da Justiça, Joana Rosa, afirmou hoje que os processos relacionados com o desaparecimento de crianças continuam a ser investigados pela Polícia Judiciária (PJ), assegurando que não houve qualquer interrupção dos trabalhos por parte das autoridades competentes.

A governante reagia à imprensa, à margem da visita efectuada à recém-inaugurada Fazenda Mãe Esperança, numa altura em que se passaram oito anos desde o desaparecimento das crianças de Achada Limpa, Clarisse Mendes “Nina” e Sandro Mendes “Filú”.

Questionada sobre a falta de novidades nos casos de crianças desaparecidas no país, Joana Rosa sublinhou que o director nacional da Polícia Judiciária (PJ) já se pronunciou sobre o assunto, assegurando o acompanhamento permanente destes processos.

“Portanto, a PJ está sempre a trabalhar todos os processos, a não ser que o Ministério Público tome iniciativa de mandar arquivar. Mas da nossa parte, da parte que diz respeito à Polícia Judiciária, a investigação vai continuar”, afiançou.

Na ocasião Joana Rosa realçou o “bom desempenho” da PJ em outros processos, nomeadamente na investigação de homicídios e na identificação dos seus autores, bem como na cooperação internacional para a extradição de cidadãos que cometeram crimes no país e fugiram para o exterior.

“E creio também que é obrigação continuar a fazer esse trabalho. Como sabem, a questão que tem a ver com o desaparecimento de pessoas em todo o mundo, é uma questão muito complexa, mesmo em países com muitos recursos tecnológicos”, frisou.

A título de exemplo, afirmou que teve oportunidade de observar esse processo nos Estados Unidos, em 2017, e percebeu a complexidade que envolve este tipo de investigação.

O desaparecimento das duas crianças aconteceu na tarde de um sábado, 03 de Fevereiro de 2018. Na altura, Sandro Mendes “Filú” tinha dez anos e Clarisse Mendes “Nina” estava a completar 12.

Saíram de casa, em Achada Limpa, na cidade da Praia, para comprar açúcar, a pedido da avó Marcelina Lopes, em Água Funda, e não regressaram.

A 28 de Agosto de 2017, Edine Soares, 19 anos, deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais foram vistos.

Estes são exemplos de algumas pessoas desaparecidas no país e até agora não se sabe o paradeiro.

Em 2018, por despacho do procurador geral da República, foi criada uma equipa conjunta, composta por elementos da Polícia Judiciária e da Polícia Nacional, coordenada por um procurador da República, para trabalhar exclusivamente nos casos de desaparecimento de pessoas.

ET/ZS

Inforpress/Fim

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