
Lisboa, 26 Nov (Inforpress) - Os militares tomaram hoje o poder na Guiné-Bissau, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses.
O comunicado foi lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, que informa que os militares assumiram a liderança do país.
Na comunicação informa-se que foi “instaurado pelas altas chefias militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública” e que o mesmo “acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau”.
Esta quarta-feira ouviram-se tiros em Bissau e uma página de Facebook ligada ao Presidente da República guineense divulgou que oficiais militares ligados à etnia balanta, maioritária na Guiné-Bissau, terão levado preso Umaro Sissoco Embaló.
Uma alegada tentativa de golpe de Estado que membros da sociedade civil e de partidos da oposição denunciam como sendo uma manobra do chefe de Estado para suspender o processo de contagem de votos das eleições presidenciais de domingo, que lhe seria desfavorável.
Face aos "acontecimentos que interromperam o curso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau", o governo português, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, apelou a que todos os envolvidos se abstenham de qualquer acto de violência institucional ou cívica.
Apelou ainda a que "se retome a regularidade do funcionamento das instituições, de modo que se possa finalizar o processo de apuramento e proclamação dos resultados eleitorais.
O governo assegurou ainda que está em contacto permanente com a Embaixada portuguesa em Bissau "para se assegurar da situação dos cidadãos portugueses e, bem assim, da população em geral".
Inforpress/Lusa
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