Mesa Redonda: Sociedade civil e autarquias debatem igualdade, saúde e direitos sexuais e reprodutivos em Cabo Verde

Inicio | Sociedade
Mesa Redonda: Sociedade civil e autarquias debatem igualdade, saúde e direitos sexuais e reprodutivos em Cabo Verde
22/01/25 - 02:40 pm

Cidade da Praia, 22 Jan (Inforpress) –  Representantes da sociedade civil e das autarquias participaram hoje, na cidade da Praia, numa mesa redonda para debater igualdade, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, no âmbito do projeto “Pilon di Mudjer/Senhoras de Si”.

A iniciativa faz parte do projecto “Pilon de Mudjer/Senhoras de Si”, implementado pela Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género (ACLCVBG) e pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), em parceria com a organização portuguesa P&D Factor e a FEM, com apoio da cooperação portuguesa.

Em declarações à imprensa à margem do evento, a directora executiva da P&D Factor e coordenadora geral do projecto, Alice Frada, explicou que a iniciativa tem como objectivo promover a igualdade de género, os direitos humanos e combater a Violência Baseada no Género (VBG).

“Este é um projecto de mais de um ano, que tem o investimento na área da igualdade de género, na promoção dos direitos humanos, nas questões associadas quer ao fim da violência baseada no género, nas várias formas de VBG, mas também na promoção da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos”, destacou.

Entre as acções realizadas, Alice Frada apontou a produção de cinco desdobráveis sobre temáticas como infecções sexualmente transmissíveis, violência sexual, contracepção e sexualidade para jovens.

Também mencionou a transmissão de 32 programas de rádio temáticos, além de actividades em escolas e formações dirigidas a estudantes de medicina e mulheres de diferentes comunidades.

Alice Frade destacou ainda a importância de educar desde cedo para prevenir a violência baseada no género.

“Não basta a legislação, (…) é necessário nós começarmos a educar as nossas crianças de forma diferente. É preciso nós introduzirmos as temáticas dos direitos humanos, não apenas nos currículos escolares, mas na relação que temos uns com os outros e umas com as outras, desde muito cedo”, afirmou.

“A importância de respeitar o lugar das outras pessoas, a importância de perceber que as outras pessoas são iguais a nós e têm os mesmos direitos, é algo que nos tem que preocupar muito porque não é admissível que continuem a existir tantas mortes e tantas situações de morbilidade que se prolongam ao longo da vida só pelo facto de se nascer mulher”, concluiu.

Neste âmbito, Alice Frade sublinhou que é essencial que as temáticas de igualdade, saúde sexual e reprodutiva sejam integradas nas políticas locais, especialmente após as recentes eleições autárquicas em Cabo Verde.

DV/PC//ZS

Inforpress/Fim

Partilhar